Economia argentina encolhe 1,7% em agosto na comparação com igual período de 2025

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A economia da Argentina se recuperou ligeiramente em agosto, após uma queda muito acentuada em julho, enquanto o crescimento continua perdendo força neste segundo semestre do ano. Reviravolta: Orçamento da Colômbia para 2027 é invalidado e será aprovado por decreto presidencial Veja principais indicadores: Como está a economia na Argentina? A atividade econômica avançou 0,1% em agosto em relação ao mês anterior, bem abaixo da estimativa mediana de 1,5% dos analistas consultados pela Bloomberg. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a segunda maior economia da América do Sul encolheu 1,7%, segundo dados do governo divulgados nesta quarta-feira.

Em uma notícia positiva para o presidente Javier Milei, os salários do setor privado formal argentino superaram a inflação em agosto pelo terceiro mês consecutivo, um sinal favorável para o consumo à frente. O crescimento mais lento e a perda de empregos na economia formal estão corroendo os ganhos políticos que Milei esperava obter com a redução da inflação, sua principal conquista. O Produto Interno Bruto (PIB) encolheu no segundo trimestre e deve voltar a cair no terceiro, na comparação trimestral, o que caracterizaria uma recessão técnica. Agravamento: Pobreza cresce na Argentina e atinge um terço da população Uma disparada das exportações, liderada pelos setores de energia e agricultura, está impulsionando o crescimento argentino. No entanto, a retração prolongada da indústria, do setor de construção e do varejo tem reduzido o impacto dessa expansão. Em julho, a atividade econômica mensal caiu 2,8% em relação a junho, o pior desempenho em um único mês desde a pandemia. A um ano das próximas eleições presidenciais argentinas, os investidores acompanham de perto o crescimento e o mercado de trabalho, considerados indicadores informais das chances de Milei de conquistar a reeleição. Sua taxa de aprovação, de 39%, se estabilizou nos últimos meses, embora ainda não tenha se recuperado da forte deterioração registrada no início do ano, segundo o LatAm Pulse, pesquisa realizada pelo Atlas Intel para a Bloomberg News. Os analistas consultados pelo banco central da Argentina no mês passado projetaram crescimento de 1,5% em 2026, menos da metade dos 3,2% previstos no início do ano.

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