A Polícia Federal investiga se o advogado Willer Tomaz repassou U$ 180 milhões (R$ 900 mil) a Paulo Maurício Fortunato, ex-diretor de Operações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O advogado é amigo do senador Flávio Bolsonaro e ambos são investigados no mesmo inquérito.Leia também: Coordenador de Lula diz que Flávio quer Presidência para escapar da prisão O inquérito apura suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo apostas esportivas. Também são alvos do inquérito o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o ex-diretor da Abin e ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ).A suspeita de movimentações atípicas surgiu após perícia no celular de Willer, apreendido durante operação contra fraudes na concessão de aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Os investigadores encontraram um documento de agosto de 2021, ligado ao nome de Fortunato e citando a quantia de US$ 180 mil, acompanhado dos termos “corregedoria”, “diretor de operações” e “oficial de inteligência”.Leia também: PF investiga ligações de Castro e Ramagem a advogado de Flávio Em outubro de 2023, em buscas contra Fortunato, a Polícia Federal encontrou U$ 171 mil em espécie. Fortunato foi indiciado pela corporação em junho do ano passado, por violação de sigilo funcional e organização criminosa no esquema da chamada Abin Paralela, onde a estrutura da agência de inteligência foi usada no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro para espionar adversários políticos e opositores. Saiba Mais Política "Otimistas, mas com o pé no chão": como está o clima na campanha de Lula Política Nunes Marques nega mudanças, mas minuta sobre regras eleitorais circula no TSE Política MP pede condenação de deputada do PL por transfobia contra Erika Hilton
PF apura repasse de U$ 180 mil de Willer Tomaz a ex-diretor da Abin
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