Uma operação da Polícia Civil deflagrada nesta quarta-feira (28) mirou o monopólio do fornecimento de gás de cozinha exercido pelo Comando Vermelho em comunidades do Rio de Janeiro, da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana. Ao todo, quatro pessoas foram presas, incluindo o principal alvo da ação: o dono de uma distribuidora apontado como operador financeiro e próximo a chefes da facção.
Outros dois mandados foram cumpridos dentro de presídios, onde alvos já cumpriam pena. A Justiça também determinou o bloqueio de mais de R$ 350 milhões e o sequestro de bens vinculados aos investigados.
No total, os agentes saíram para cumprir 9 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão. Cúpula na mira e ameaças
Entre os denunciados na operação está Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, apontado pelas investigações como a principal liderança da facção criminosa que ainda se encontra em liberdade. As investigações começaram após o proprietário de um depósito de gás da comunidade Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, procurar a polícia para denunciar ameaças de morte e sequestro.
De acordo com as apurações, o esquema criminoso — que funcionou entre 2024 e 2025 — forçava os comerciantes locais a duas opções: comprar gás exclusivamente de uma distribuidora ligada ao grupo ou pagar taxas mensais ilegais ao tráfico de drogas para conseguir trabalhar.
CBN