Senador enfrenta disputa polarizada e pesquisas apontam uma eventual vitória do aliado do presidente Lula A eleição para o governo do Amazonas chega ao final do turno marcada pela disputa entre dois projetos políticos distintos e pela crescente nacionalização da campanha.
De um lado está o senador Omar Aziz (PSD), ex-governador e aliado do presidente Lula. Do outro, a empresária e professora Maria do Carmo (PL), que se apresenta como alternativa de mudança e tem o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Aziz terminou o primeiro turno na liderança, com 40,63% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo obteve 24,49%. A diferença de mais de 16 pontos percentuais colocou o senador em posição confortável na largada do segundo turno.
Mas, ao longo do segundo turno, ele perdeu vantagem e agora está praticamente em situação de empate técnico. Maria do Carmo focou sua campanha na tentativa de regionalizar a polaridade entre Lula x Flávio Bolsonaro.
Nos primeiros dias do segundo turno, passou a reforçar nas redes sociais sua proximidade com o parlamentar e a associação entre seu número de urna, 22, e o candidato do PL à Presidência. Em uma das peças divulgadas pela campanha, a candidata afirma: “Quem não quer Lula, vota 22”.
Aziz, por sua vez, inicialmente evitou em um primeiro momento fazer da ligação com Lula o centro de sua campanha. A estratégia mudou após ser pressionado pela adversária durante o primeiro debate do segundo turno.
Questionado sobre seu candidato à Presidência, o senador reafirmou o apoio ao petista. Durante a campanha, Aziz tentou apresentar sua passagem pelo governo estadual, entre 2010 e 2014, e sua trajetória no Senado como credenciais para retornar ao Executivo.
Maria do Carmo, que disputa pela primeira vez o governo, explorou justamente o fato de não ter ocupado anteriormente o cargo e tentou transformar a experiência do adversário em símbolo da velha política. Um dos principais confrontos entre Maria do Carmo e Aziz foi a segurança pública.
Aziz defendeu medidas de reforço das forças de segurança, incluindo a retomada do Ronda no Bairro e a realização de concursos para policiais. A adversária, por sua vez, procurou explorar a percepção de insegurança e cobrar resultados da classe política que administra o estado há anos.
O Antogonista