Reta final de campanha chega em situação de empate técnico entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT) O sobrenome Lula é um ativo importante em boa parte da região Nordeste.
Menos no Rio Grande do Norte. A petista Fátima Bezerra tem encontrado dificuldades em conseguir fazer seu sucessor, Cadu de Lula (PT), ex-secretário da Fazenda do Estado.
Cadu de Lula enfrenta nesse segundo turno Allyson Bezerra (União Brasil), ex-prefeito de Mossoró. No final do primeiro turno, os dois terminaram separados por apenas 15.509 votos.
Allyson recebeu 733.809 votos, ou 36,94% dos válidos, enquanto Cadu teve 718.300, equivalente a 36,16%. O resultado deixou para trás Álvaro Dias (PL), que somou 26,79% e se tornou o principal depositário dos votos que podem definir a eleição.
A diferença estreita deu à campanha uma característica distinta da observada antes do primeiro turno. Allyson, que era apontado como favorito, tenta preservar a imagem de candidato de oposição e evitar que os ataques relacionados à Operação Mederi e à sua gestão em Mossoró contaminem sua candidatura.
Cadu, por sua vez, procura transformar a eleição em um julgamento sobre a administração da governadora Fátima Bezerra, da qual fez parte durante quase oito anos, e vender a ideia de que sua vitória representaria continuidade das políticas petistas. A administração Fátima Bezerra é considerada uma das piores do país.
Segundo levantamento Quaest, 42% dos eleitores acharam o governo da petista ruim e outros 29% acharam a administração regular – um índice de reprovação na casa dos 70%. E um dos principais flancos explorados por Allyson na campanha foi a situação financeira do Estado.
Cadu comandou a Secretaria de Tributação no primeiro governo Fátima e a Secretaria da Fazenda a partir de 2023. Por conta da crise financeira, o governo do Rio Grande do Norte foi obrigado a parcelar pagamento de salários e alterar o cronograma de pagamentos para conseguir honrar as contas públicas.
Já Allyson foi obrigado, ao longo do segundo turno, a se explicar sobre uma investigação da Polícia Federal que atingiu contratos de saúde em Mossoró.
O Antogonista