Brasil escolhe o novo presidente da República após pior campanha da história

Brasil escolhe o novo presidente da República após pior campanha da história - Foto
Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Flávio Bolsonaro chega à reta final da campanha como favorito; Lula aposta no peso da máquina publica e no pacote de bondades O Brasil vai às urnas neste domingo, 25 de outubro, para escolher seu próximo presidente da República em uma das campanhas mais sujas e baixas da história desde a redemocratização.

São 158,7 milhões de eleitores aptos a votar. O senador Flávio Bolsonaro (PL) entra nessa disputa como favorito; Lula (PT) tenta uma virada inédita e de última hora para se manter mais quatro anos à frente do Palácio do Planalto.

Nunca um postulante ao cargo que chegou em segundo no primeiro turno conseguiu uma virada na reta final. O filho de Jair Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente com 47,03% dos votos, enquanto o atual chefe do Poder Executivo terminou 1,87 ponto percentual atrás – foi a menor distância registrada na etapa inicial entre dois postulantes ao cargo desde a redemocratização.

Se Flávio vencer, ele não derrotará apenas Lula; ele derrotará todo um ecossistema que, no segundo turno, atuou para tirá-lo da disputa: grande mídia, academia, uma boa ala da classe artística, intelectuais, uma ala da Igreja Católica, uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Pode ser uma vitória ainda mais significativa que a do pai em 2018. Naquele ano, Jair Bolsonaro era um ilustre desconhecido; hoje, o eleitor de Flávio tem pleno conhecimento do passivo do senador e de toda a sua família.

Se Lula vencer, seu triunfo será fruto, principalmente, do uso inédito e inescrupuloso da máquina pública. Nunca na história desse país, parafraseando o presidente da República, o Palácio do Planalto vez valer da sua força de forma tão descarada.

O pacote de bondades de Lula chega a aproximadamente 400 bilhões de reais e vai colocar o próximo presidente em um corner fiscal que dificilmente será equacionado no primeiro ano de mandato. Nas últimas semanas, o Palácio do Planalto abriu sua caixa de ferramentas de uma forma nunca antes vista: houve aumento de 15% do Bolsa Família, algo que não estava previsto na Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027; o governo concedeu benesses aos Microempreendedores Individuais (MEIs) e, de quebra, ainda conseguiu aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduziu um dia de trabalho ao brasileiro.

A PEC que acaba com o regime 6×1, por si só, deve beneficiar em torno de 15 milhões de famílias – algo em torno de 60 milhões de pessoas. Saiba mais: Flávio troca bolsonarismo por tarcisismo

A campanha deste ano foi a mais suja da história. Os dois lados apelaram para tudo: até mesmo para uma fake news envolvendo Nossa Senhora Aparecida.

Na reta final da campanha, o deputado federal André Janones (Rede-MG), chegou ao cúmulo de tentar induzir o eleitor que Flávio Bolsonaro teria participado de uma festa sexual com menores de idade. Não que o outro lado tenha feito uma das campanhas mais limpas da história.

Expressões de caráter capacitista e etaristas foram a máxima do QG de Flávio. O próprio candidato errou feio durante o debate da TV Globo ao chamar Lula de “nove dedos”.

A fala pegou tão mal que o próprio Flávio admitiu a falha no próprio evento da TV Globo. Esse é o Brasil que irá as urnas neste domingo.

E, parafraseando Eduardo Cunha: que Deus tenha piedade da nossa nação.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →