Referência da direita brasileira na área da segurança pública, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, parebenizou a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas urnas no último domingo. Ele se junta a outras lideranças internacionais que reconheceram o resultado das eleições brasileiras de 2026.
Política: Em carta de teor golpista, Flávio primeiro se declara 'presidente eleito do Brasil' e depois troca para ‘líder’ Na mensagem, obtida pela CNN, Bukele diz reiterar "a disposição da República de El Salvador de continuar fortalecendo as relações de amizade e cooperação entre nossos países, com base no respeito mútuo e no interesse comum de promover o bem-estar de nossos povos".
Segundo Bukele, a mensagem é enviada "em nome do povo e do Governo da República de El Salvador, de minha esposa Gabriela e em meu próprio nome". As políticas linha-dura de Bukele para o combate ao crime foram citadas mais de uma vez ao longo do pleito por candidatos da direita, como Flávio Bolsonaro (PL) e Renan Santos (Missão).
Em agosto, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a se encontrar com o ministro da Justiça de El Salvador, Gustavo Villatoro, em um hotel de São Paulo. Já em meados de outubro, antes do segundo turno, Flávio chegou a dizer em um evento que "El Salvador é pouco" se comparado ao que gostaria de fazer, caso eleito.
— Já tenho trocado umas ideias com o (senador eleito Guilherme) Derrite, porque eu estou achando que El Salvador é pouco. Vou fazer mais de meio milhão de vagas em presídios para prender estuprador.
E abusador de mulher e criança vai sofrer castração química e vai ficar preso muito mais tempo. Ladrão de celular, a gente vai mudar a lei no Congresso, vai ser no mínimo oito anos de cadeia.
Vai ficar preso e vai ser obrigado a trabalhar para dar valor a como é difícil comprar um celular — disse o candidato.
O Globo