‘Não tenho provas’: Marinho evita falar em fraude eleitoral e diz que fuga de Flávio aos EUA ocorreu por medo de prisão

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Marinho argumentou que fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA viabiliza capacidade de articulação e liderança da direita O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral da campanha de Flávio Bolsonaro, distanciou o Partido Liberal das acusações de fraude eleitoral feitas pelo parlamentar em carta aberta divulgada após fuga aos Estados Unidos.

Em coletiva de imprensa, Marinho afirmou não ter indícios para contestar o resultado das urnas, mas justificou a saída inesperada de Flávio para os Estados Unidos como uma medida motivada pelo medo de retaliações judiciais e para proteger sua família, classificando o colega como um “exilado político”.

“O PL não pode fazer essa afirmação, nem eu posso fazer essa afirmação, porque não há provas nesse sentido”, disse Marinho sobre as acusações de Flávio sobre fraude. Questionado sobre as divergências na carta divulgada por Flávio — que em uma primeira versão chegou a chamá-lo de “verdadeiro presidente eleito” antes de ser alterada para “líder” —, Marinho atribuiu o episódio a um problema de confecção e a um desabafo diante de resultados eleitorais adversos.

“Flávio está nos Estados Unidos exilado, levou toda a sua família. Vocês devem imaginar o que é a ruptura da relação das suas filhas, da sua esposa, e certamente está fazendo um desabafo em função dos resultados que foram colocados no segundo turno, que foram inesperados para todos nós, inclusive pra praticamente toda a sociedade brasileira.

As pesquisas que foram anunciadas antes das eleições claramente mostravam uma situação diferente. Então ele está sob o impacto dessa situação e também pelo fato de ter se exilado do país”, disse Marinho.

Apesar de rejeitar a tese de fraude na contagem dos votos, o líder da oposição redirecionou as críticas para o que classifica como um grave desequilíbrio na disputa. Endossando as suspeitas de Flávio Bolsonaro após perder a disputa, Marinho afirmou que a chapa encabeçada por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cometeu “abuso de poder econômico” por meio de manobras orçamentárias e anúncios governamentais às vésperas da votação.

Às vésperas da votação, Lula anunciou mega-pacote de bondades com custo superior a R$ 240 bilhões. Relembre aqui.

Sobre a ida aos Estados Unidos, Marinho argumentou que a medida foi a única alternativa viável para Flávio Bolsonaro manter sua liberdade e capacidade de articulação. Segundo o senador, embora não houvesse um mandado de prisão ativo, a rápida retenção dos passaportes do parlamentar logo após o pleito sinalizava um ambiente de perseguição que impossibilitava sua permanência no país.

O coordenador da campanha revelou ainda que a viagem foi mantida em sigilo absoluto, sem o conhecimento prévio sequer de aliados próximos. Marinho interpretou o silêncio de Flávio como uma tentativa de “proteger a todos” os membros de seu entorno.

Ele detalhou que o contato entre os dois ocorreu apenas de forma breve, por meio de um advogado, e os detalhes de como se dará essa liderança da oposição a partir do exterior ainda não foram definidos. Paralelamente ao episódio, Marinho reafirmou que mantém sua candidatura à presidência do Senado Federal, com a promessa de atuar pela independência dos Poderes.

Na carta desta quarta-feira (28), Flávio se refere ao aliado como seu indicado para o posto hoje ocupado por Davi Alcolumbre (União), que busca recondução ao comando da Casa Alta. Vinicios Souza é editor e repórter no ND Mais, onde integra o Núcleo Nacional e escreve sobre fatos e assuntos de grande relevância e impacto na vida dos brasileiros.

Produz matérias sobre política, Judiciário e transparência pública, além de acompanhar atentamente acontecimentos que repercutem no Brasil e no mundo. Formado pela Unesa (Universidade Estácio de Sá), atua no jornalismo desde 2017 e acumula experiência em portais digitais, veículos impressos e comunicação empresarial.

Acompanhou de perto a imigração venezuelana em 2018 e suas implicações locais no Mato Grosso do Sul. É especializado em Jornalismo Político e Investigativo, possuindo conhecimento aprofundado no setor.

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