Por Mateus RibeiroPostado em 31 de outubro de 2026 Confesso que estou longe de ser o "garimpeiro musical" que fui quando era jovem.
Não passo horas buscando bandas novas, até mesmo porque, como sempre digo, o que me acostumei a ouvir ao longo das últimas três décadas me basta e agrada aos meus ouvidos. No entanto, mantenho o radar ligado e, vez ou outra, aparece algum nome que me chama a atenção.
É o caso do Protest the Hero, grupo canadense que conheci tardiamente, pelos idos de 2010. Tomei conhecimento da existência do Protest the Hero por indicação de um amigo de faculdade, quando ainda tentava cursar Administração de Empresas.
Ouvi o álbum "Fortress" (2008) e percebi que o som da banda era tão complexo e intrigante quanto seu nome. Como fã de prog metal, gostei do material, mas acompanhei a trajetória do PTH de maneira superficial até o lançamento de "Palimpsest" (2020).
Intenso e elaborado, o álbum me conquistou de imediato e foi minha companhia durante quase todos os dias da terrível pandemia. Desde então, passei a ouvir o Protest the Hero com mais atenção e fiquei curioso para saber o que o sucessor de "Palimpsest" iria entregar.
Foram seis anos de uma longa espera, encerrada em 17 de julho, quando "Within" finalmente foi lançado. Valeu a pena aguardar tanto tempo, já que "Within", a exemplo de seu antecessor, prendeu minha atenção no primeiro contato.
Tudo o que me fez gostar da banda se faz presente na obra: riffs complexos, melodias marcantes, atmosferas grandiosas e um interessante caldeirão de influências, que vai do prog ao metalcore. Mesclando caos, calmaria e ganchos irresistíveis, o Protest the Hero faz de "Within" um disco sólido e consistente, que este redator considera o melhor de 2026.
Faixas como a empolgante "Fishhook", a frenética "Mouthpiece", a acelerada "Grandfather's Axe" e a emocionante "The Orchard", quatro dos pontos altos do registro, mostram como o grupo consegue criar um som intrincado e cativante, um trunfo a ser celebrado.
"Within" tem apenas um defeito: é curto demais. São apenas oito faixas que, somadas, não chegam a 36 minutos de duração.
Mas, como diz aquele ditado, tudo o que é bom dura pouco.
Whiplash