Por Gustavo MaiatoPostado em 31 de outubro de 2026 Com cinco décadas de história, o Iron Maiden convive com uma pergunta inevitável: até quando? Nicko McBrain, que deixou as turnês do grupo em 2024, encarou o tema em entrevista ao podcast Rockonteurs, comandado por Gary Kemp e Guy Pratt.
Divulgando a autobiografia "Hello Boys and Girls", o baterista falou sobre a idade dos colegas, os planos da banda e a hipótese de o nome seguir vivo com outros músicos. Nicko lembrou que todos os integrantes já passaram dos 65 anos e que até o caçula do grupo completa 67 neste ano.
Ainda assim, acredita que o Maiden seguirá até que alguém diga não conseguir mais, algo que ele não vê no horizonte. "Tenho que admitir que alguns andamentos das músicas estão mais próximos de como eram quando foram gravadas, há tantos anos.
Não estou dizendo que eles estão desacelerando, mas estão tentando garantir a longevidade", explicou. Gary Kemp sugeriu que a banda poderia passar por uma transição gradual, com novos integrantes, e durar para sempre.
O baterista discordou e usou o próprio caso como exemplo. Ele contou que o AVC pesou na decisão de deixar a estrada, mas que o corpo também já não se recuperava depois de duas horas de show, das viagens e da rotina de viver com a mala na mão.
"Não acho que eles passariam o nome para caras mais jovens levarem a chama adiante. É a banda do Steve Harris.
Era o sonho dele, e oito ou nove de nós vivemos esse sonho com ele nos últimos 50 anos. Nós continuaríamos para sempre se pudéssemos, mas o legado vai continuar, sem dúvida."
Nicko admitiu, porém, que o mascote Eddie pode sobreviver aos músicos, e não descartou a ideia de uma versão oficial do grupo no futuro, como um Maiden "segunda geração". "Acho que essa é uma possibilidade", disse, lembrando a quantidade de bandas tributo espalhadas pelo mundo.
Ele mesmo mantém uma na Flórida, que nasceu como celebração da música do Maiden enquanto ele ainda tocava no grupo e hoje virou um tributo completo.
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