Michael Sweet explica porque não considera o Stryper uma banda de rock cristão

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Por João Renato AlvesPostado em 31 de outubro de 2026 Em uma postagem no Facebook, o vocalista e guitarrista Michael Sweet expôs cinco razões pelas quais não considera o Stryper uma banda de rock cristão.

Apesar de serem classificados assim pela mídia e público, o músico entende que o rótulo mais prejudica do que auxilia na divulgação, além de ser impreciso. "Por que considero o Stryper uma banda de rock formada por cristãos, e NÃO uma 'banda de rock cristão':

1 - Se analisarmos bem, não aplicamos o termo 'cristão' a tudo o mais na vida. Quando procuramos um encanador, um médico, um advogado - enfim, qualquer profissional -, não buscamos especificamente alguém que se intitule 'cristão' ou que use esse rótulo ao lado do seu nome.

Por isso, sempre achei um tanto estranho o termo 'rock cristão'. Música é música; embora existam diversos gêneros, ela não deveria ser categorizada ou estereotipada dessa forma.

Essa é a minha opinião, o que eu penso. 2 - Para ser sincero, soa um tanto cafona.

Bobo, até. Quando penso em bandas como Bloodgood, Guardian ou até mesmo Petra, vejo apenas ótimas bandas de rock.

Não penso nelas como 'bandas de rock cristão', mas simplesmente como bandas de rock. Sim, elas cantam sobre Jesus - mas isso é óbvio, não é? Quando uma banda canta sobre Satanás, eu não a chamo de 'banda de rock satânico' ou 'banda de metal satânico'.

Continuo considerando-as apenas bandas de rock ou de metal que, por acaso, abordam o tema de Satanás em suas letras. 3 - É algo limitante.

Muito. Muitas vezes, quando alguém que não é cristão ouve o termo 'banda de rock cristão', a pessoa já perde o interesse em ouvir o som.

Falo por experiência própria. Podem argumentar o quanto quiserem, mas vejo isso acontecer o tempo todo.

Como somos conhecidos como uma 'banda de rock cristão', muita gente nem nos dá uma chance. Se fôssemos conhecidos apenas como uma banda de rock, talvez essas pessoas nos ouvissem e, consequentemente, tivessem contato com a mensagem cristã que transmitimos - alcançando, assim, muito mais gente.

4 - Antigamente (na época em que existiam muitas lojas de discos), a situação era confusa, pois a seção 'cristã' ficava sempre nos fundos da loja. Isso tornava muito difícil para alguém que procurava um álbum do Stryper conseguir encontrá-lo.

Por isso, causa, sem dúvida, uma certa confusão quando você entra em uma loja (o que ainda resta delas) para comprar um produto físico. 5 – Ao longo dos últimos 43 anos, conheci muitas das maiores bandas de rock 'cristão'; algumas são formadas por irmãos em Cristo muito sinceros e firmes.

Por outro lado, há várias outras (não vou citar nomes) que parecem ser movidas por motivações completamente diferentes. Não quero ter nada a ver com isso.

E não estou julgando ninguém; estou apenas relatando fatos. Vale ressaltar, porém, que existem muitos - como Les Carlson, Jamie Rowe, John Cooper, Kevin Young, Matt Smith, John Schlitt, Barry Graul e Marcos Curiel, só para citar alguns - que são autênticos, 100% verdadeiros!

Portanto, existem alguns motivos pelos quais não gosto do termo 'rock cristão'. Algumas pessoas me interpretam mal e acham que, ao dizer isso, é porque tenho vergonha de me posicionar e cantar sobre Jesus.

Na verdade, sou uma das pessoas menos envergonhadas que existem; canto sobre Jesus com muito orgulho! Palco após palco, noite após noite. Há 43 anos.

Isso não tem nada a ver com a minha fé ou com a minha postura corajosa por Cristo. Levanto a bandeira cristã com orgulho - nunca tive vergonha disso.

Mas nunca levantei a bandeira do 'rock cristão'. É algo que, para mim, sempre soou um tanto estranho.

Espero que isso ofereça uma perspectiva mais clara sobre o porquê de eu pensar assim. Fundado na Califórnia – inicialmente se chamando Roxx Regime –, o Stryper se tornou a primeira banda de hard rock/heavy metal com temática cristã a conquistar um disco de ouro e um de platina nos Estados Unidos.

Os feitos foram alcançados, respectivamente, com "Soldiers Under Command" (1985) e "To Hell With the Devil" (1986). Também foram os segundos artistas do segmento religioso a obter veiculação de videoclipes na MTV, após o duo DeGarmo and Key.

"Free" e "Honestly" chegaram a aparecer entre os mais pedidos na parada da emissora – Dial MTV, a versão deles para o nosso famoso Disk MTV.

Publicação Original Whiplash whiplash.net
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