Por Gustavo MaiatoPostado em 31 de outubro de 2026 Conhecido pelos riffs no Creed e no Alter Bridge, Mark Tremonti surpreendeu em 2022 ao lançar um disco de covers de Frank Sinatra, com renda revertida para a comunidade de pessoas com síndrome de Down.
O projeto chamou a atenção de nomes que dificilmente prestariam atenção a um álbum de rock dele, e um deles foi Robert Plant. Em entrevista ao produtor e youtuber Rick Beato, o guitarrista contou como soube que o vocalista do Led Zeppelin tinha ouvido as gravações.
Tremonti estava em turnê pela Europa e vivia um dia ruim. Ao sair do palco, pegou o celular e encontrou um contato do amigo Tom Robb, segurança que já trabalhou com Plant e com o Metallica.
O guitarrista trata o projeto como uma das coisas de que mais se orgulha na carreira, e a notícia que o amigo trazia pegou-o completamente de surpresa. "Ele disse: 'Preciso te contar.
Eu estava levando o Robert para o Bonnaroo, coloquei seu CD de Frank Sinatra para ele ouvir e ele adorou'. Eu pensei: o quê? O Robert Plant ouviu meu projeto de Sinatra? E, claro, como estou tentando divulgar o trabalho, perguntei se ele conseguia uma declaração para mim.
Nunca consegui a declaração, mas só de saber que o Robert Plant ouviu e gostou... Quando isso teria acontecido com qualquer outra coisa que eu já fiz?"
Plant não foi o único a se manifestar. Slash elogiou o disco, Paul Stanley, do Kiss, comentou o trabalho na internet, e o apresentador Carson Daly afirmou no programa "Today" que aquela era a melhor coisa de Sinatra na TV.
"Eu poderia ter gravado mil discos de rock antes que algumas das pessoas que ouviram isso e comentaram sequer tivessem notado", disse Tremonti. O disco nasceu de um passatempo.
Tremonti imitava a voz de Sinatra por diversão, como um guitarrista iniciante tira solos de seus ídolos, e decidiu transformar o exercício em projeto quando soube que a filha nasceria com síndrome de Down. Com a ajuda do empresário, reuniu músicos que acompanharam Sinatra, como o guitarrista Dan McIntyre e o saxofonista Mike Smith, um dos líderes da banda.
Ele também revelou ter conversado com os responsáveis pelo legado do cantor sobre um segundo volume. A ideia é gravá-lo no Estúdio A da Capitol Records, que guarda o microfone e o banquinho de Frank.
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