Musical sobre Moraes Moreira chega ao Rio com 40 canções que percorrem trajetória do eterno novo baiano

Musical sobre Moraes Moreira chega ao Rio com 40 canções que percorrem trajetória do eterno novo baiano - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Forró, choro, frevo, carnaval da Bahia, samba e rock. Quantos Brasis cabem na obra de Moraes Moreira? Talvez seja preciso reunir todos em um só palco para contar a trajetória do eterno novo baiano, cantador e contador de histórias.

É esse o desafio de “Moraes Musical Moreira”, que estreia hoje no Teatro Carlos Gomes, no Centro, após passar por Salvador, Recife e Brasília. Réveillon no Rio de Janeiro: veja os valores de festas na cidade e programe-se

Brava Arena Jockey 2026: retirada de ingresso gratuitos já começou Com direção de Ana Paula Bouzas, a montagem abre mão de uma biografia linear para lançar um olhar poético sobre as múltiplas facetas do compositor, com a música como fio condutor, bebendo da fonte da literatura de cordel.

Moraes ganha duas representações: o Poeta-Cantador (Rodrigo Sestrem) e o Vaqueiro do Som (Cris Meirelles), que partem em busca da Musa Música (Júlia Tizumba). A liberdade dramatúrgica permitiu à equipe reunir 40 composições no repertório.

Nem todas aparecem na íntegra: algumas são evocadas em trechos instrumentais ou citações nas falas dos personagens; outras ajudam a conduzir os diálogos. A seleção procura dar conta de uma produção tão extensa quanto eclética, que atravessou diferentes gêneros e movimentos da cultura popular brasileira, do Carnaval da Bahia às festas de São João, passando pela influência da bossa nova e pela poesia de cordel.

— Trazemos um caldeirão de muitos Brasis que o Moraes celebra em sua criação, como forró, choro, frevo, o carnaval da Bahia, samba e rock. É um espetáculo solar e festivo, que afirma a pluralidade e a riqueza cultural do Brasil através da obra dele — explica Ana.

'Moraes Musical Moreira' Caio Lírio

Além de sucessos como “Mistério do planeta”, “Pombo correio” e “Lá vem o Brasil descendo a ladeira”, o repertório de 40 composições recupera canções menos conhecidas. — A poesia não está só na palavra, mas no movimento, no posicionamento.

O público consegue mergulhar no sentimento daquela letra. Acredito que muita gente terá novas músicas preferidas — defende Rodrigo.

Cris também destaca a capacidade das composições de acompanhar diferentes momentos da vida. — As músicas dele têm essa força.

São canções tão capazes de contar tantos momentos da vida de uma pessoa, de ser trilha sonora. Conseguimos montar um espetáculo inteiro com esse repertório, e é difícil conhecer todas as músicas.

Ao longo da narrativa, Moraes encontra referências como João Gilberto, Luiz Gonzaga e Assis Valente. — O teatro tem a possibilidade de fabular, reinventar, recriar e contar as histórias com outros elementos.

Esse musical é uma grande homenagem à obra de Moraes — avalia Júlia. Serviço

Onde: Teatro Carlos Gomes. Quando: Qui e sex, às 19h.

Sáb, às 17h e às 20h. Dom, às 17h.

Até 22 de novembro. Estreia quinta (5).

Quanto: R$ 50.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →