A ordem de Marco Aurélio Bellizze atendeu a um pedido da campanha de Lula O conteúdo mostrava a imagem de um homem de cabelos brancos, de costas e com as mãos cruzadas atrás do corpo.
Ele aparecia diante de uma bandeira do Brasil, com fumaça vermelha ao redor, correntes e a imagem de alguém que seria Lula, seguida de alegações sobre a economia e acusações de corrupção, como “escândalos de corrupção bilionários e a roubalheira de sempre saindo impune nas manchetes”.
A campanha do presidente sustentou que a publicação não indica a fonte das informações. Além disso, o rosto de Lula aparece sempre borrado na montagem, mas reconhecível, e as legendas mencionam “c@rrupção”, “roub#lheira”, “crimin&sos” e “bandid%s”. Os representantes da coligação lulista argumentam ao TSE que a mensagem visa convencer o eleitor de que o presidente seria o responsável por lavagem de dinheiro em escala bilionária.
O próprio entendimento do TSE indica, porém, que “a associação de candidato à proteção de organizações criminosas, quando desprovida de substrato fático mínimo, ultrapassa os limites da crítica política legítima e justifica a intervenção da Justiça Eleitoral”. Em uma análise preliminar, afirmou Bellizze, também é possível afirmar que houve uso de deep fake no vídeo sem a devida rotulagem.
“Além do mais, a publicação em questão (…) tem caráter ofensivo e veicula conteúdo desinformativo”, frisou o ministro. Maiara Marinho Repórter de CartaCapital baseada em Brasília, cobrindo o Poder Judiciário.
Possui menção honrosa pela Agência LivreJor e mestrado em Comunicação e Cultura na UFRJ. Publicações em Le Monde Diplomatique Brasil, UOL e Repórter Brasil.
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