Membros de comitê democrata em Portsmouth (New Hampshire, EUA) foram fotografados numa espécie de ritual de "vodu político": eles espetaram alfinetes num boneco laranja representando o presidente Donald Trump. Os voluntários fazem campanha para o deputado Chris Pappas, que vai disputar vaga no Senado e que visitou o local acompanhado de Kamala Harris, ex-vice-presidente e candidata derrotada por Trump na última eleição presidencial.
Membro de comitê democrata nos EUA é visto fazendo 'vodu' com boneco de Trump AFP
Membro de comitê democrata nos EUA é visto fazendo 'vodu' com boneco de Trump AFP
Pappas vai enfrentar nas urnas o republicano John Sununu, que tenta voltar ao Senado (mandato de 2003 a 2009). A eleição de meio de mandato (conhecida como midterms nos EUA) vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para Trump.
Nas eleições gerais de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena. O resultado deu a Trump apoio parlamentar para avançar com a agenda do governo, já que o presidente também é republicano.
Por outro lado, a maioria apertada limitou a força do partido e expôs divisões internas em temas mais sensíveis. Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado.
Embora o nome dele não esteja nas urnas, o resultado das midterms pode influenciar os rumos da segunda metade do mandato. Donald Trump após votar na eleição de meio de mandato na Flórida
AFP Os democratas lideram por 7 a 12 pontos percentuais o voto genérico, indicador que mede a preferência partidária para o Legislativo sem apresentar nomes de candidatos.
As projeções citadas apontam um cenário mais favorável aos democratas na Câmara dos Representantes e uma disputa mais apertada no Senado. O quadro aumentou a pressão sobre Trump, que experimenta baixos índices de popularidade.
A perda da Casa reduziria a capacidade de Trump de aprovar sua agenda legislativa. Os republicanos possuem uma maioria estreita, o que torna a disputa decisiva para a segunda metade do mandato.
Trump fez uma promessa de campanha polêmica que foi rotulada por opositores e analistas como uma tentativa de compra de votos: ele prometeu enviar um pagamento direto de US$ 5 mil (cerca de R$ 25 mil) a cada cidadão adulto dos EUA caso o Partido Republicano mantenha o controle da Câmara e do Senado.
Estima-se que a medida custaria mais de US$ 1 trilhão (R$ 5 trilhões) aos cofres públicos.
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