O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, tratou de lavar as mãos neste sábado (31) ao ser questionado na reunião ministerial do G20, em Atlanta, acerca da participação de Washington na saída clandestina de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do território nacional. Diante dos jornalistas que acompanham o encontro na Geórgia, o chefe da diplomacia americana negou que a administração federal tenha auxiliado na operação de fuga e adotou um tom estritamente cordial ao mencionar o Brasil e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira.
Indagado diretamente a respeito de sua interlocução com o chanceler do Itamaraty após o segundo turno presidencial, o auxiliar da Casa Branca confirmou que já havia conversado com o titular da pasta na sexta-feira e novamente durante a agenda oficial de hoje. O dirigente acrescentou de maneira educada que ambos voltarão a se encontrar dentro de poucas semanas na França, por ocasião da cúpula do G7, na qual a delegação brasileira atua como convidada observadora.
URGENTE – Marco Rubio acaba de negar que o governo dos EUA tenha ajudado Flávio Bolsonaro a sair do Brasil — SPACE LIBERDADE (@NewsLiberdade) October 31, 2026
Recuo calculado da cúpula em Washington Ao responder sobre o desembarque do ex-candidato em Miami, o ex-senador pela Flórida afirmou que o Poder Executivo estadunidense não facilitou nenhum deslocamento nem participou dos arranjos logísticos organizados pelo parlamentar fluminense para deixar o país após o revés nas urnas.
Segundo a versão apresentada pelo integrante do gabinete, as autoridades fronteiriças apenas receberam a informação de que o filho do ex-capitão havia chegado a um ponto de controle migratório portando visto prévio e permitiram seu ingresso. A declaração pública na Geórgia representa mais um sinal inequívoco de que a gestão republicana resolveu tirar o corpo fora da presepada golpista ensaiada pelo herdeiro do clã e não pretende comprar briga institucional com Brasília.
Conforme detalharam reportagens da Agência Brasil e da Folha de S.Paulo, a chancelaria evitou transformar a situação jurídica do congressista investigado em foco de atrito bilateral durante a recepção ministerial. Uma leitura atenta das próprias manifestações recentes do presidente Donald Trump reforça a conclusão de que o comando republicano jamais cogitou embarcar para valer na contestação do pleito.
Conhecido internacionalmente por desprezar qualquer cautela verbal ou compromisso com a verdade factual quando decide atacar um adversário, o magnata nova-iorquino diria sem rodeios que ocorreu adulteração nas urnas caso realmente quisesse confrontar as instituições brasileiras. Em sua primeira reação após a totalização, porém, o líder conservador fez questão de ressaltar que gosta de Luiz Inácio Lula da Silva e mantém ótima sintonia pessoal com o petista, limitando-se a comentar de forma vaga que o desfecho parecia estranho.
Já na segunda e na terceira oportunidades em que tocou no tema, o governante abandonou por completo a palavra fraude e restringiu seu descontentamento pela perda do aliado ideológico à frase genérica de que o episódio foi lamentável e uma vergonha. Imprensa internacional unânime e vantagem folgada
Tanto na América do Norte quanto na Europa, toda a mídia profissional posicionou-se de modo firme ao lado do presidente Lula, da soberania do Brasil e da confiabilidade auditada do sistema eletrônico de votação. As primeiras confusões disseminadas por redes extremistas em torno do adiamento de duas horas no encerramento das seções em localidades atingidas por temporais foram esclarecidas prontamente pelo jornalismo exterior e pelos próprios observadores locais.
Ficou amplamente provado que agremiações dos dois lados solicitaram a prorrogação pontual de funcionamento e que os cerca de 34 mil sufrágios computados depois das 17 horas corresponderam a ínfimos 0,03% do colégio eleitoral. Diante de uma margem confortável de mais de quatro milhões de votos de diferença conquistada pelo chefe do Planalto sobre o desafiante do Partido Liberal, a própria Embaixada dos Estados Unidos em Brasília remeteu relatório oficial atestando o caráter limpo e definitivo da reeleição.
Iminência de derrota legislativa e investigação no Capitólio Todos esses movimentos convergem para o isolamento absoluto do foragido bolsonarista em território alheio, onde desembarcou no pior momento possível da conjuntura doméstica estadunidense.
Daqui a apenas três dias, na próxima terça-feira (3), termina a coleta de cédulas para a renovação do Congresso, processo que já registra participação antecipada em massa dos cidadãos. Os levantamentos apontam que a legenda de Donald Trump deve levar uma surra nas disputas pela Câmara dos Representantes, entregando o comando da Casa à oposição democrata, além de correr perigo real de perder também a maioria no Senado.
Caso essa virada parlamentar se materialize na apuração da semana que vem, a bancada oposicionista conquistará a prerrogativa constitucional de abrir comissões de inquérito com poder coercitivo de intimação, equivalentes às Comissões Parlamentares de Inquérito no Legislativo brasileiro.
Um grupo de 25 deputados democratas já protocolou cobrança formal exigindo explicações sobre o uso de canais governamentais e a atuação de assessores próximos ao Salão Oval, como Jason Miller, no jato executivo que retirou do continente o senador alvo do Supremo Tribunal Federal.
Sabendo que será trucidado pelos congressistas de oposição assim que as investigações encontrarem qualquer dedo seu nessa fuga vergonhosa de Flávio Bolsonaro, Marco Rubio correu ao microfone em Atlanta para tirar o corpo fora e abandonar o náufrago à própria sorte.
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