Lula morreu? Entenda a teoria do sósia que circula desde 2022 e voltou após exames no Sírio-Libanês

Lula morreu? Entenda a teoria do sósia que circula desde 2022 e voltou após exames no Sírio-Libanês - Foto
Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

Aos 81 anos, presidente voltou a ser alvo de especulações sobre sua saúde, mesmo após boletim médico apontar resultados normais Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

Não, Lula não morreu. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 81 anos, participou de uma transmissão ao vivo com o deputado federal André Janones (Rede-MG) na noite de quinta-feira (5), dois dias depois de realizar exames médicos no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

Apesar disso, a pergunta “Lula morreu?” ganhou força nas buscas do Google nesta sexta-feira (6), junto com pesquisas sobre um possível diagnóstico de câncer, a idade e a biografia do presidente. Os rumores retomam uma teoria que circula nas redes sociais desde 2022, segundo a qual Lula teria morrido e sido substituído por um sósia.

O boletim médico divulgado na terça-feira (3), porém, informou que os exames do presidente estavam dentro da normalidade. Lula também mantém sua agenda de trabalho e tem viagens internacionais previstas para a próxima semana.

Lula esteve no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, na terça-feira (3), para realizar uma série de exames previamente agendados. Segundo o boletim divulgado pela instituição naquela noite, os resultados estavam “dentro da normalidade”.

O presidente permanece sob acompanhamento dos médicos Roberto Kalil Filho e Ana Helena Germoglio e foi liberado para continuar suas atividades. As dúvidas sobre um possível câncer também têm relação com o histórico médico de Lula.

Em 2011, ele foi diagnosticado com um tumor na laringe e passou por sessões de quimioterapia e radioterapia. O tratamento terminou em fevereiro de 2012, e os exames posteriores não identificaram sinais da doença.

Mais recentemente, em abril de 2026, Lula recebeu o diagnóstico de carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele. A lesão foi retirada por cirurgia, e o presidente passou por sessões complementares de radioterapia superficial no couro cabeludo.

O histórico inclui ainda uma cirurgia realizada em dezembro de 2024, quando Lula precisou tratar uma hemorragia intracraniana relacionada a uma queda sofrida meses antes. Apesar desses episódios, o boletim médico mais recente não apontou novas alterações na saúde do presidente.

A história de que Lula teria morrido e sido substituído por outra pessoa começou a circular nas redes sociais em 2022, pouco depois de sua vitória nas eleições presidenciais daquele ano. Uma das versões afirmava que o presidente eleito havia morrido e que seu corpo estaria escondido no Hospital Sírio-Libanês.

A alegação foi desmentida por agências de checagem, mas não desapareceu da internet. Com o passar do tempo, surgiram novas histórias.

Algumas publicações passaram a afirmar que um sósia estaria ocupando o lugar de Lula no Palácio do Planalto. Outras utilizavam fotografias, vídeos e comparações da aparência do presidente como supostas provas da substituição.

Em 2024, a teoria voltou a ganhar espaço, especialmente após Lula passar por uma cirurgia na cabeça. Na ocasião, mensagens nas redes sociais tentaram relacionar o procedimento médico à suposta morte do presidente, sem apresentar qualquer evidência.

Já em 2026, a inteligência artificial passou a ser utilizada para produzir novas versões do boato. Uma das imagens compartilhadas mostrava Lula com cinco dedos na mão esquerda, embora ele tenha perdido o dedo mínimo em um acidente de trabalho, em 1964.

O detalhe foi apresentado como prova de que o homem fotografado não seria o presidente. A imagem, porém, havia sido manipulada.

Outros registros do mesmo evento mostravam Lula com quatro dedos na mão esquerda, como de fato ocorre. Outra publicação utilizou a fotografia de Daniel Vieira da Silva, conhecido como “Lula de Arapiraca”, para sustentar a teoria.

O homem realmente se parece com o presidente, mas os dois já foram fotografados juntos, inclusive durante eventos públicos. As teorias foram analisadas por veículos como Aos Fatos, que acompanha a circulação dessas histórias desde 2022.

Mesmo sem provas, a história encontrou espaço entre parte da população. Uma pesquisa do instituto Meio/Ideia, divulgada em agosto de 2026, mostrou que 12,5% dos eleitores brasileiros acreditavam que Lula havia sido substituído por um clone ou sósia.

Entre os entrevistados que declaravam intenção de votar em Flávio Bolsonaro, o percentual chegava a 20%. O levantamento chamou atenção para o alcance de uma teoria que, embora tenha sido desmentida repetidas vezes, continua reaparecendo nas redes sociais, muitas vezes acompanhada de imagens fora de contexto ou alteradas digitalmente.

Luiz Inácio Lula da Silva nasceu em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e completou 81 anos em outubro de 2026. Ainda criança, mudou-se com a família para São Paulo.

Trabalhou como metalúrgico, tornou-se dirigente sindical e participou da fundação do PT (Partido dos Trabalhadores), em 1980. Lula foi eleito presidente pela primeira vez em 2002 e governou o Brasil entre 2003 e 2010.

Depois de retornar ao cargo em 2023, venceu novamente as eleições em outubro de 2026, garantindo um quarto mandato, previsto para começar em janeiro de 2027. Lula se prepara para uma sequência de compromissos internacionais antes do início do novo mandato.

A primeira viagem está prevista para a Turquia, onde participará da COP31, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, nos dias 11 e 12 de novembro. Depois, o presidente seguirá para as Filipinas, onde tem compromissos previstos entre os dias 13 e 15, incluindo a participação na cúpula da Asean (Associação das Nações do Sudeste Asiático).

Durante a live de quinta-feira, Lula também comentou a possibilidade de realizar novas transmissões ao lado de Janones durante as viagens. Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil.

Atuante na área desde 2020, é formada em Jornalismo pela Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) e tem MBA em Jornalismo Digital. Escreve matérias que revelam bastidores, contextualizam disputas de poder e mostram, de forma clara, como decisões feitas no alto escalão impactam o cotidiano dos brasileiros.

Interessada pelo que move Brasília, São Paulo e outras capitais, costuma ler sobre política e assuntos relevantes para o cenário político e social. Indicada ao prêmio Microfone de Ouro da Acaert, já passou por portal de notícias e rádio, onde produziu e apresentou conteúdos que traduzem escolhas complexas para a vida das pessoas.

Cobriu as Eleições Municipais em Lages (2020) e Florianópolis (2024), além de trabalhar na cobertura das Eleições Gerais de 2022 em um portal de notícias. Leia mais ▾

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