Às vésperas do prazo estabelecido pelo Governo Federal para o início da interoperabilidade entre redes de estabelecimento das administradoras de vale alimentação (VA) e vale-refeição (VR), ao menos parte das empresas ainda não está preparada para o novo modelo. Sob o risco de punição, o setor de benefícios alega não ter recebido regras claras para a implementação e é contestado por restaurantes, supermercados e fintechs de benefícios.Pelo menos uma das principais representantes do segmento, disse um executivo sob condição de anonimato ao InfoMoney, mal caminhou com a tecnologia necessária para a interoperabilidade no prazo de 360 dias estabelecido pelo decreto sobre novos parâmetros do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) publicado em novembro de 2025.“Para nós, é um problemão.
Se um trabalhador fizer uma reclamação de que seu cartão não funcionou em determinado estabelecimento, provavelmente a solução será credenciar aquele lugar na minha rede, mas o problema continua posto”, disse esse executivo. As multas pelo não cumprimento das obrigações podem chegar a R$ 50 mil.Empresas tradicionais do setor como Alelo, Pluxee (antiga Sodexo), Ticket Serviços e VR Benefícios operam com o cadastramento de uma ampla rede de restaurantes e supermercados nos quais o saldo dos benefícios disponibilizados pelas empresas aos trabalhadores podem ser usados.
Tradicionalmente, essa operação ocorre no chamado arranjo fechado, modelo pelo qual as companhias controlam desde a emissão dos cartões até o credenciamento e o reembolso do estabelecimento.A interoperabilidade garantiria o compartilhamento das redes credenciadas mesmo dentro do arranjo fechado, permitindo ao trabalhador usufruir dos benefícios administrados por uma empresa na rede de sua concorrente.
Info Money