Lula é denunciado por uso de estrutura milionária de propaganda e manipulação digital

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Fonte da notícia: Diario do poder Diario do poder

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) apresentou, nesta sexta-feira (23), uma nova Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A ação aponta suposto abuso de poder político e econômico, uso de recursos públicos e manipulação das redes sociais em benefício da campanha petista.

A denúncia também envolve o Facebook e reúne dados sobre gastos milionários com impulsionamento, anúncios negativos contra Flávio e uma estrutura de mobilização digital que, segundo a acusação, teria sido organizada ao longo de três anos para influenciar o eleitorado. Um dos principais pontos questionados é o suposto uso de recursos da Secretaria de Comunicação Social da Presidência para direcionar usuários de páginas oficiais do governo ao perfil pessoal de Lula, posteriormente declarado à Justiça Eleitoral como canal oficial de sua candidatura.

A petição resume a acusação: “A máquina deixa de ser apenas estatal e se torna algorítmica.” Segundo o levantamento apresentado ao TSE, páginas ligadas a Lula e ao PT teriam investido entre R$ 4,16 milhões e R$ 5,22 milhões em impulsionamento antes do início oficial da campanha.

Durante o período eleitoral, a investigação identificou 6.606 anúncios classificados pela acusação como propaganda negativa contra Flávio, com gastos estimados entre R$ 1,53 milhão e R$ 2,49 milhões e até 170,9 milhões de impressões. Desse total, 1.818 anúncios teriam sido removidos pelo Facebook por violação das regras da plataforma.

Mesmo após decisões do TSE, em 11 e 13 de outubro, outros 2.008 anúncios negativos teriam começado a circular, enquanto 893 permaneciam ativos na coleta dos dados. A ação também aponta 53 páginas sem titular identificável, responsáveis por 4.625 anúncios pagos em reais, dólares e pesos colombianos.

Segundo a denúncia, todas apresentavam o campo de inscrição fiscal vazio, levantando dúvidas sobre a origem dos recursos. A denúncia inclui dados sobre o canal “Exército do Lula”, associado ao deputado federal André Janones.

Segundo os documentos, o grupo alcançou 8.348.363 inscritos em 22 de outubro, ante cerca de 4,9 milhões cinco dias antes. Entre 8 e 21 de outubro, foram identificadas 130 ordens de mobilização digital.

Das 66 hashtags utilizadas, 53 chegaram às dez primeiras posições entre os assuntos mais comentados do país, segundo o levantamento. A investigação também contabilizou 3.977 publicações em coautoria entre perfis oficiais e páginas de apoio, que teriam acumulado 454 milhões de reproduções sem custos diretos de impulsionamento.

Em uma das publicações citadas na ação, o canal declarou: “Não adianta eles tentarem nos boicotar! O algoritmo não é páreo para o exército de um homem chamado LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA”.

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