Lula defende responsabilidade fiscal e sinaliza ajuste nas contas públicas

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nessa quinta-feira, a responsabilidade fiscal e a segurança jurídica como condições para atrair investimentos ao país. "Temos de ter uma economia arrumada, visto que ninguém investe em um cenário desordenado.

É preciso provar a quem votou que valeu a pena a mobilização do povo nas ruas, nas redes e o esforço dos idosos para apoiar um projeto que devolve a dignidade ao Brasil", declarou, durante a 1ª reunião do Conselho para Industrialização de Minerais Críticos. De acordo com Lula, para atrair capital, é preciso seriedade.

"As pessoas vão colocar dinheiro aqui se perceberem que os investimentos delas vão criar o benefício para os objetivos delas e, ao mesmo tempo, gerar retorno financeiro para os seus investimentos", frisou. "É por isso que temos que ter responsabilidade jurídica, é por isso que temos que ter responsabilidade fiscal e é por isso que a gente não pode brincar de fazer parcerias."Lula planeja quais devem ser as políticas econômicas para o quarto mandato.

Durante a campanha eleitoral, ele implementou uma série de medidas que elevou as despesas da máquina pública.Lula fará pronunciamento na TV sobre ajuste fiscal e contas públicasFazenda defende ajuste fiscal 'gradual' em Lula 4 e nega tabelar SelicRiscos fiscais crescentes para Lula no 4º mandatoNessa quinta-feira, Lula esteve com o vice-presidente Geraldo Alckmin, ministros de governo e economistas, no Palácio da Alvorada, para uma reunião que terminou sem a definição de uma nova medida para controlar a trajetória fiscal e a dívida pública.O ministro da Fazenda, Dario Durigan, um dos participantes do encontro, sinalizou à imprensa que o governo não deve anunciar nenhuma ação antes das viagens internacionais do presidente — ele vai à Turquia e às Filipinas.A expectativa é que, após o retorno de Lula, na segunda quinzena do mês, a equipe econômica apresente novas propostas para o chefe do Executivo.

"A gente não tratou das medidas, a gente tratou de uma conversa bastante arejada sobre diagnósticos, caminhos para o futuro", afirmou Durigan. "E o que eu e o ministro Bruno Moretti (do Planejamento) vamos fazer é considerar o que foi dito a partir do que a gente já estava estudando para quando o presidente voltar.

Aí, sim, levar medidas para a consideração do presidente."Durigan tentou acalmar o setor produtivo e os investidores ao afirmar que não haverá falta de "previsibilidade e regras claras" para a política fiscal. "Eu faço questão de comunicar qualquer avanço que a gente tiver nesse sentido, de maneira que a gente dê transparência, sempre garantindo o compromisso eleitoral do presidente, que é o seu compromisso social de sempre, com o nosso compromisso de seguir avançando e melhorando o resultado primário do país, que vai ser melhor a cada ano nesses próximos quatro anos", acrescentou.O mercado ainda espera sinalizações importantes sobre como a equipe econômica pretende trabalhar para reduzir a taxa básica de juros, atualmente em 13,75% ao ano, além de impedir um crescimento maior da Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que chegou recentemente a 82,9%, segundo cálculos do Banco Central.Também há ainda uma indefinição sobre qual deve ser o próximo ministro da Fazenda.

A permanência de Durigan no cargo é improvável, e os principais nomes fortes para assumir a pasta são Alckmin e Rafael Fonteles, governador reeleito do Piauí.Nesse fim de semana, Lula fará um pronunciamento em cadeia de rádio e TV sobre a política econômica do próximo governo. Na conversa com jornalistas, Durigan preferiu não adiantar o que deve ser tratado na declaração do presidente, mas adiantou que não existe "fórmula mágica" para a política fiscal."Não nos parece haver fórmula mágica, e, sim, manutenção dos compromissos fiscais.

O compromisso é de seguir melhorando as contas públicas com a manutenção e o reforço do que precisa ser reforçado nas regras fiscais atuais, de modo que a gente siga melhorando tanto indicadores sociais, políticas públicas, quanto no resultado das contas públicas do governo", destacou o ministro.

(Colaborou Francisco Artur de Lima)  Saiba Mais Política Brasil defende combate à interferência estrangeira na OEA Política TSE toma decisão sobre quebra de sigilo de Lula e Flávio Política Dino marca audiência de conciliação para discutir o fim da escala 6X1 Política Governo pretende instalar comissão da MP das bets na próxima semana Política Lula pretende insistir na indicação de Messias ao STF ainda neste ano  

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