Lucro do Assaí no 3º trimestre cresce 119%

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Fonte da notícia: Valor Valor

O Assaí registrou lucro líquido de R$ 427 milhões no terceiro trimestre, alta de 119% na comparação com o terceiro trimestre de 2025. O montante considera R$ 179 milhões referentes ao reconhecimento de créditos de PIS/Cofins decorrentes da apuração de créditos tributários extemporâneos.

A companhia teve um terceiro trimestre com vendas estáveis e comportamento de margens parecido com os trimestres anteriores. O lucro dobrou no período, mas parte da melhora no resultado foi influenciada pela redução nos custos financeiros.

Ao desconsiderar esse montante, o lucro líquido recorrente foi de R$ 248 milhões, ainda um avanço de 55,2% na comparação anual. A margem bruta saiu de 16,7%, no terceiro trimestre de 2025, para 17,2%, no mesmo período deste ano.

O ritmo é o mesmo observado no segundo trimestre, quando ela subiu 0,4 ponto percentual na comparação anual. O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou R$ 1,08 bilhão, mesmo patamar do terceiro trimestre de 2025, com margem também estável, em 5,7% — no segundo trimestre a margem também havia ficado praticamente estável em 5,6%, recuando apenas 0,1 ponto percentual.

A receita líquida teve expansão tímida, de 0,2%, para R$ 19 bilhões. Em relação a um ano antes, a empresa vendeu a mais apenas R$ 44 milhões, em uma rede que tem mais de 310 lojas.

As vendas nas mesmas lojas avançaram apenas 0,1% no trimestre. O presidente do Assaí, Belmiro de Figueiredo Gomes, disse que o resultado refletiu estratégia de priorizar rentabilidade e redução do endividamento, mesmo que isto resultasse em desempenho de vendas menos acelerado, sob cenário macroeconômico desafiador e de consumo pressionado.

“Até poderíamos ter crescido em mesmas lojas um ponto, dois pontos, mas, na nossa visão, o que isso implicaria em margem acabaria não fechando essa conta”, disse o executivo nesta quinta-feira (5). A estratégia, afirmou, envolveu manter preços mais competitivos para o cliente final e reduzir atividades promocionais nos canais de atacado e de televendas, ao invés de buscar volume “a qualquer custo.”

O resultado operacional foi impactado positivamente pela monetização de créditos de PIS/Cofins relacionados a itens sujeitos ao regime plurifásico, com efeito de aproximadamente R$ 271 milhões no resultado do trimestre. O efeito desses créditos tributários está se refletido na redução do custo das mercadorias vendidas (CMV) e consequente melhoria do lucro bruto contábil.

Sobre o endividamento, a alavancagem da empresa recuou 0,88 vez, para 2,15 vezes a relação dívida líquida sobre o Ebitda ajustado. A geração de caixa operacional ficou em R$ 3,34 bilhões, recuo de R$ 871 milhões sobre o ano anterior.

A geração de caixa livre recuou ligeiramente em R$ 331 milhões, para R$ 2,76 bilhões. No final das contas, a geração de caixa final caiu de R$ 909 milhões para R$ 561 milhões, queda de 38,3%.

Se for somada a normalização do desconto nos recebíveis, ele saiu de R$ 1,3 bilhão no terceiro trimestre do ano passado para R$ 1,27 bilhão no mesmo período deste ano.

Publicação Original Valor valor.globo.com
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