Jovem que teve garganta cortada após o resultado das eleições tem alta e se recupera bem, diz família

Jovem que teve garganta cortada após o resultado das eleições tem alta e se recupera bem, diz família - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Clara Thaís Silva Maia, de 18 anos, teve alta hospitalar nesta terça-feira, após passar por uma cirurgia de recuperação da traqueia e ficar internada por mais de uma semana. Ela foi esfaqueada na garganta após o resultado das eleições, em 25 de outubro, e o seu então namorado, identificado como Eduardo Ronald Ferreira, também de 18 anos, foi preso acusado de cometer o crime.

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O caso ocorreu em Umarizal, no Rio Grande do Norte. A Polícia Civil do estado investiga se houve motivação política no crime.

A advogada da vítima alega que o ataque aconteceu após a menina comemorar a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo a família, Clara agora se recupera bem junto aos familiares, já está conseguindo falar e comer normalmente.

Hoje a jovem passou por uma bateria de exames, como a broncoscopia, que permite visualizar o interior das vias aéreas, desde a laringe, traqueia e brônquios até os pulmões. A defesa de Clara, em paralelo, ingressou com pedido de medida protetiva para a vítima e sua família nesta segunda-feira.

— As medidas protetivas de urgência servem para, principalmente, garantir que Clara e a família não sejam abordadas pelo acusado ou a mando dele. O pedido inclui contato pessoal ou virtual por meio de redes sociais, mensagens ou ligações — diz a advogada Helena Belmont: — Após um caso assim, existe um trauma que pode ativar muitos gatilhos em quem sofreu tudo, assim evitamos que a vítima e a família se sintam coagidas ou constrangidas.

Relembre o caso Clara estava na casa do suspeito quando foi atingida por golpes de faca no pescoço.

Segundo a Polícia Civil, o flagrante foi realizado e a prisão preventiva solicitada. O suspeito permaneceu em silêncio.

Segundo a advogada de Clara, Eduardo estaria "transtornado" pela derrota do candidato Flávio Bolsonaro (PL) e teria esfaqueado a jovem durante uma discussão. O namorado, segundo ela, teria ligado para a polícia às 2h da manhã, na segunda-feira.

Clara, então, foi encaminhada ao hospital e submetida a uma cirurgia para tentar recuperar a traquéia. A mãe da vítima, Monária Maia, disse ao GLOBO que Eduardo participava de passeatas do então candidato Flávio e que, embora a família de Clara seja apoiadora de Lula, o investigado nunca apresentou comportamento agressivo sobre o assunto na frente dela.

O relacionamento começou há seis meses. — Espero que ele pague tudo o que ele fez, que a justiça seja feita para minha filha.

Agora eu quero ela se recupere — disse a mãe na sexta-feira. A defesa do investigado não foi localizada até a publicação desta matéria.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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