Japão acusa Rússia de descumprir acordo após negar visita consular a jornalista preso por suspeita de espionagem

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

O Japão classificou nesta terça-feira como "extremamente lamentável" a decisão da Rússia de impedir que diplomatas japoneses visitassem um jornalista detido sob suspeita de espionagem. Tóquio afirma que a medida descumpre um protocolo bilateral que garante o acesso consular em até quatro dias após a prisão e exige a libertação do repórter. O jornalista, identificado pelo governo russo como Yuki Imai, trabalha para o jornal japonês Hokkaido Shimbun e foi preso na semana passada na ilha de Sacalina. Segundo uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, ele é acusado de "realizar atividades de espionagem em território russo". O governo japonês negou a acusação. — Portanto, é extremamente lamentável que, apesar dessa disposição, não tenha sido realizada uma visita consular dentro do prazo previsto — afirmou Minoru Kihara, secretário do Gabinete do Japão. Kihara declarou que Tóquio "continuará pressionando fortemente o lado russo para que organize uma visita consular o mais rápido possível". Veículos de comunicação russos informaram que Imai permanecerá detido até 12 de dezembro. Prisão amplia tensão entre paí O caso ocorre em meio a uma disputa territorial de décadas entre Japão e Rússia pela soberania de um arquipélago no oceano Pacífico, situado diante da costa nordeste japonesa e a sudoeste da região russa de Sacalina. As ilhas Curilas, conhecidas no Japão como "Territórios do Norte", estão sob controle russo desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando foram ocupadas pela União Soviética. A divergência territorial continua sendo um dos principais pontos de atrito entre os dois países.

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