Homem é preso por suspeita de relação com incêndio que destruiu prefeitura histórica na França em meio a distúrbios, diz imprensa local

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

Um homem de 40 anos foi preso após um incêndio destruir parte da histórica prefeitura de Limoges, no centro da França, durante os distúrbios registrados no fim de semana. O fogo consumiu a torre do relógio e partes do telhado do edifício do século XIX, que desabaram no sábado, segundo reportagem da emissora BBC.

O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais no seu WhatsApp Quer morar fora do Brasil? Guia completo de imigração reúne informações sobre 36 países A prisão ocorreu em meio a uma onda de protestos contra o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos, marcada por incêndios, saques e confrontos com as forças de segurança. A relação do suspeito com a origem das chamas, porém, ainda não foi explicada. Segundo a emissora FranceInfo, o homem já era conhecido por episódios de violência contra autoridades públicas e estava classificado como um indivíduo "S", categoria utilizada na França para pessoas consideradas potenciais ameaças à segurança nacional. Não foi esclarecido se ele foi formalmente acusado de provocar o incêndio. Protestos começaram com reivindicações estudantis As manifestações começaram há um mês, com mobilizações de estudantes que exigiam melhores condições nas escolas. Nas semanas seguintes, os atos passaram a reunir sindicatos e diferentes grupos insatisfeitos com o aumento dos preços dos combustíveis, o custo de vida e a deterioração dos serviços públicos. A escalada dos protestos foi acompanhada por episódios de violência em Paris, Marselha e municípios menores. Manifestantes incendiaram veículos e edifícios e saquearam estabelecimentos comerciais. Alguns participantes usavam roupas pretas, máscaras e balaclavas durante os confrontos. As autoridades informaram que mais de 2.500 pessoas haviam sido presas desde o início dos distúrbios. Em um balanço anterior, o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, havia declarado à CNews-Europe que mais de 120 pessoas tinham sido detidas após as manifestações generalizadas. Os números correspondem a momentos diferentes da crise. Além das prisões, cerca de mil policiais ficaram feridos durante os confrontos, segundo as autoridades.

Segundo a agência France-Presse (AFP), uma granada policial utilizada no controle de multidões explodiu na mão de um manifestante. Mais de 2 mil lojas e outros estabelecimentos comerciais foram diretamente afetados pela violência do fim de semana, de acordo com o presidente das Câmaras de Comércio e Indústria da França (CCI). Governo endurece medidas de segurança Diante da escalada da violência, Darmanin afirmou ter orientado os promotores a adotar uma postura rigorosa contra os responsáveis por ataques e depredações. O ministro defendeu medidas "extremamente firmes" contra aqueles que atacaram policiais, gendarmes e bombeiros, saquearam lojas e depredaram prédios públicos. Apesar de defender punições rigorosas, Darmanin afirmou que não considerava necessário decretar estado de emergência, por entender que a medida "privaria todos os franceses de suas liberdades individuais". O primeiro-ministro Sébastien Lecornu havia afirmado anteriormente que não descartava recorrer a esse instrumento diante da dimensão dos distúrbios. O governo também impôs restrições à circulação em áreas de diferentes cidades.

Em Paris, as medidas atingiram partes da região central, incluindo a Place de la République, onde manifestantes haviam se reunido no fim de semana, e a área comercial de Les Halles. Restrições semelhantes foram adotadas em Marselha, Bordeaux, Nice, Lyon e Lille, além de outras localidades.

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