A polícia desmantelou na manhã desta terça-feira (20) o acampamento de manifestantes a favor do direito à moradia em Lisboa, onde várias detenções foram efetuadas.
Os manifestantes acusam o governo de não agir para enfrentar a crise da habitação e de querer facilitar os despejos de inquilinos por meio de uma reforma do mercado de aluguéis.
O Parlamento aprovou em setembro, em primeiro turno, uma reforma para acelerar os despejos de inquilinos em caso de inadimplência, como parte de uma flexibilização do mercado de locação.
Em Lisboa, os ocupantes da Praça do Rossio formaram uma corrente humana para tentar atrasar a intervenção policial. Em seguida, confrontos foram registrados entre os manifestantes e as unidades de intervenção das forças de segurança, segundo as imagens divulgadas pelas emissoras de televisão.
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Os porta-vozes do movimento denunciaram quase 30 feridos e detenções entre os ativistas. Após uma assembleia geral, quase 100 pessoas decidiram prosseguir com o movimento.
A polícia montou um dispositivo na manhã de terça-feira no centro da capital e a estação de metrô do Rossio foi fechada.
No Porto, os manifestantes desmontaram o acampamento devido às ameaças de uma intervenção policial.
Os manifestantes portugueses se inspiraram nos acampamentos pelo direito à moradia organizados em Espanha.
Folha de Pernambuco