Justiça investiga divulgação de imagens íntimas de professora por alunos de escola técnica na Argentina

Justiça investiga divulgação de imagens íntimas de professora por alunos de escola técnica na Argentina - Foto
Fonte da notícia: O Globo O Globo

Três estudantes de uma escola técnica na província argentina de Mendoza foram identificados após a divulgação de fotografias e de um vídeo íntimo de uma professora. Os arquivos, armazenados na conta pessoal da docente, foram compartilhados em grupos de WhatsApp e acabaram chegando a alunos de outras instituições da região.

O GLOBO no Mundo: receba as notícias internacionais no seu WhatsApp Quer morar fora do Brasil? Guia completo de imigração reúne informações sobre 36 países A professora registrou uma denúncia em 16 de outubro, e o caso passou a ser investigado pela Justiça, com participação da Unidade Fiscal de Crimes Econômicos e Informáticos. A investigação aponta que os arquivos foram acessados a partir de um computador do colégio, na cidade de San Martín, onde a conta de e-mail da professora teria permanecido conectada. Os três estudantes foram identificados, mas a participação individual de cada um na obtenção e na divulgação das imagens ainda precisa ser estabelecida judicialmente. Como as imagens foram acessadas O episódio teria começado em 21 de setembro, durante uma jornada institucional destinada aos professores, quando não houve aulas. Na ocasião, docentes acessaram suas contas de e-mail nos computadores da escola para consultar arquivos recebidos. Uma das sessões permaneceu aberta. Dias depois, quando os estudantes voltaram a utilizar a sala de informática, um aluno encontrou a conta da professora conectada e acessou o Google Drive, onde estavam armazenadas as imagens íntimas.

Segundo a reconstrução dos acontecimentos publicada pela imprensa local, o estudante e outros colegas baixaram as fotografias e o vídeo e começaram a compartilhá-los em grupos de WhatsApp. Inicialmente restrito a grupos menores, o conteúdo se espalhou entre alunos de diferentes turmas e chegou posteriormente a estudantes de outras escolas do departamento. A investigação busca determinar quem acessou e baixou os arquivos, quais estudantes participaram da divulgação e como o material chegou a pessoas de fora da instituição. Justiça apura responsabilidades Os três alunos foram identificados após a circulação das imagens, e uma investigação judicial foi aberta para esclarecer as circunstâncias do caso. A apuração também conta com a participação da Unidade Fiscal de Crimes Econômicos e Informáticos. A Justiça ainda precisa avaliar as provas para determinar a participação de cada estudante e definir o enquadramento jurídico dos fatos. Até o momento, não foram detalhadas eventuais participações de outras pessoas na obtenção e na distribuição dos arquivos. Durante o fim de semana, a Direção-Geral de Escolas (DGE) determinou o envio de uma equipe especializada à instituição. A medida foi adotada após a circulação das imagens alcançar estudantes de outras escolas e provocar preocupação com a exposição da professora e os impactos sobre a comunidade escolar. O grupo reúne psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais e atuará por meio do protocolo de atendimento a situações de crise, acionado pelas autoridades educacionais. A professora também poderá solicitar licenças como parte das medidas previstas para lidar com a situação. Os estudantes poderão ser submetidos a medidas disciplinares, mas as eventuais punições ainda não foram detalhadas. A definição das sanções escolares permanece pendente, assim como a apuração judicial das responsabilidades individuais.

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