Internautas criticaram nesta 3ª feira (3.nov.2026) a declaração do presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro, em defesa das casas de apostas no Brasil, durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal que discute tratam do setor de casas de apostas e loterias, além da proibição das bets e cassinos on-line.
O dirigente afirmou que o “drama do desemprego” no futebol provocado pelo fim das bets também deve ser considerado na discussão. Montenegro reconheceu os problemas causados pelo endividamento de famílias por causa das apostas, mas argumentou que a interrupção das receitas do setor pode afetar os empregos em toda a cadeia do futebol, principalmente nas agremiações menores.
“O drama de uma família endividada não pode ser maior do que o drama de uma família que vai ter que sofrer com os efeitos do desemprego, que é o que vai acontecer na cadeia do futebol”, afirmou o dirigente. Assista ao momento (1min3s):
A proibição das casas de apostas provocou cerca de 3.500 demissões diretas no setor, segundo levantamento da ANJL (Associação Nacional de Jogos e Loterias), que representa empresas do segmento, divulgado em 7 de outubro. A entidade também disse que outros 4.167 funcionários estavam em férias coletivas.
O ministro Luiz Fux é relator de ações que discutiam a regulamentação das bets antes da edição da MP. A audiência, portanto, não se restringe à medida provisória de Lula e servirá para subsidiar o STF em diferentes processos relacionados ao mercado de apostas.
Entre os participantes estão a Procuradoria Geral da República, o Ministério da Fazenda, a CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) e entidades ligadas aos setores de jogos, loterias e apostas. Também foram chamados representantes de Flamengo, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo, Corinthians, Ponte Preta, Vitória, Guarani e Portuguesa, além da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
O Poder360 procurou a assessoria de imprensa do Fluminense por meio de aplicativo de mensagem para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da fala do presidente do clube e sobre a repercussão negativa nas redes sociais. Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital. Eis as críticas nas redes sociais:
Poder 360