Motorista de aplicativo foi rendida em corrida, obrigada a transferir dinheiro e morta a tiros; homem é condenado em SC

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Fonte da notícia: ND Mais ND Mais

O crime aconteceu em março, entre Videira e Fraiburgo, e terminou com a prisão do autor em uma blitz na BR-282, em Joaçaba Resumo e áudio gerados por inteligência artificial a partir do texto desta matéria.

O homem que sequestrou, extorquiu e matou a motorista de aplicativo Silvana Nunes de Almeida de Souza, de 39 anos, foi condenado a 32 anos e quatro meses de prisão em regime inicial fechado. O crime ocorreu em março deste ano, durante uma corrida entre Videira e Fraiburgo, no Meio-Oeste de Santa Catarina.

A sentença foi divulgada pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) nesta terça-feira (3). O condenado já estava preso preventivamente desde a época do crime e não poderá recorrer em liberdade.

Silvana desapareceu na terça-feira (24 de março), depois de aceitar uma corrida com saída de Videira e destino a Fraiburgo. Segundo a investigação, assim que entrou no veículo, o passageiro anunciou o sequestro e obrigou a motorista a seguir para o município vizinho.

Durante o trajeto, a vítima conseguiu entrar em contato com o marido e pedir dinheiro. Sob ameaça, ela realizou duas transferências via PIX para uma conta bancária vinculada à Caixa Econômica Federal, em São Leopoldo, no Rio Grande do Sul.

Os valores transferidos foram de aproximadamente R$ 3,5 mil e pouco mais de R$ 2 mil. O criminoso também entrou em contato com o marido da motorista e exigiu dinheiro para libertá-la.

Mesmo depois de receber parte da quantia exigida, o homem matou Silvana com disparos de arma de fogo. Em seguida, escondeu o corpo em uma área de mata às margens da SC-355, em Fraiburgo.

Conforme o Ministério Público, depois do assassinato, ele seguiu com o carro da vítima em direção a Joaçaba. O veículo foi abordado durante uma blitz na BR-282, onde o homem acabou preso em flagrante.

Na ocasião, ele confessou o crime e informou aos policiais onde havia deixado o corpo da motorista. Antes disso, também havia descartado o celular da vítima às margens de uma rodovia.

A Polícia Civil rastreou as movimentações financeiras realizadas durante o sequestro para identificar o responsável pelas transferências. A investigação apontou que o titular da conta utilizada na extorsão era irmão do suspeito, que tinha uma dívida com ele.

Com as informações, os policiais conseguiram localizar o homem, de 32 anos, em Joaçaba. A prisão foi resultado de uma ação integrada entre equipes das polícias civis de Videira e São Leopoldo, com apoio da Polícia Militar.

Na época do assassinato, o suspeito já cumpria pena por roubo em regime aberto. O homem foi condenado a 32 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de extorsão mediante sequestro qualificada pelo resultado morte, previsto no artigo 159, parágrafo 3º, do Código Penal.

O julgamento ocorreu na Comarca de Fraiburgo, município onde a morte foi consumada, embora a ação criminosa tenha começado em Videira. Segundo o MPSC, o processo foi julgado pela Justiça Criminal, e não pelo Tribunal do Júri.

Isso porque a denúncia enquadrou o caso como extorsão mediante sequestro com resultado morte, e não como um crime autônomo de homicídio doloso. Para o promotor de Justiça André Ghiggi Caetano da Silva, responsável pela denúncia, a sentença representa uma resposta à gravidade do crime.

“O crime chocou a população pela crueldade e pela violência empregadas contra uma mulher que estava trabalhando para garantir o seu sustento”, destacou. Victória Veiga é repórter do portal ND Mais na redação de Chapecó, de onde escreve matérias sobre o que há de mais importante no Oeste de Santa Catarina.

Acompanha e assina notícias sobre segurança pública, trânsito, agronegócio e infraestrutura, cobrindo Chapecó, Concórdia, Xanxerê, São Miguel do Oeste e cidades do Meio-Oeste e Extremo-Oeste catarinense. Formada em Jornalismo pela UFSM (Universidade Federal de Santa Maria), atua na área desde 2024 e tem experiência em jornal impresso e digital, além de atuação na área de marketing, o que contribui para uma comunicação estratégica e multiplataforma.

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