Mayara La-Rocque traz escuta poética em 'Por dentro da pele uma floresta sonha'

Mayara La-Rocque traz escuta poética em 'Por dentro da pele uma floresta sonha' - Foto
Fonte da notícia: O Liberal O Liberal

A partir do título do livro, "Por dentro da pele uma floresta sonha', o leitor já é convidado a refletir sobre quem é, onde está e o que sente. Isto quer dizer: escutar, observar e descobrir nuances de seu próprio interior (floresta) e do cenário em que transita.

Esse convite se concretizará na forma de poemas escritos por Mayara La-Rocque e reunidos no livro com esse título sugestivo, pela editora Urutau, a ser lançado nesta sexta-feira (6), às 18h, na Casa Arari, na travessa 14 de Março, 1154, no bairro do Umarizal, em Belém.  Este é o primeiro livro de poemas de Mayara e tem 40 poemas reunidos.

Ela diz que o livro traz temáticas que se entrecruzam e seguem uma linha que se costura, convocando imagens muito próprias. "Essas imagens perpassam pela ideia do sonho da ancestralidade da memória, da corporeidade desse corpo que vive e habita um território amazônico".

Mayara revela nuances das temporalidades de quem vive na região, com esse corpo amazônico  que "atravessa as águas, o rio, a floresta, os mistérios e a própria poesia, a própria poética que pertence a esse território amazônico". "Então, a poesia como um lugar também, uma própria via de linguagem que traz reflexões sobre a vida, sobre a morte, sobre os ciclos humanos de vida, morte e vida.

É um livro que perpassa por essas temáticas", diz a autora. O título do livro surgiu no processo intuitivo de criação literária da autora, a partir de um texto que integra a obra, intitulado "Mãe dos Olhos" em que Mayara diz: "Por dentro da pele uma floresta sonha".

E que traduz a relação muito forte da poeta com a natureza, com os territórios. "Isso é muito forte.

A imagem da floresta, a imagem do que sustenta a vida e dos povos que sustentam a vida nesses territórios da floresta", pontua Mayara, observando que o verso-título do livro aborda os mundos internos, "mundos férteis como a floresta". Transgressão

Ao apresentar o livro de Mayara La-Rocque, a escritora Paloma Franca Amorim destaca verificar que "em 'Por dentro da pele uma floresta sonha', o livro onde cá estamos nós, leitores, Mayara aprofunda os enigmas e explorações de escutas secretas".  "Aqui discursos que se evolam por meio da relação entre ambiente e corpo se opõem a um mundo retórico previsível no qual a linguagem fática, algorítmica, artificializada hoje se demonstra uma média consentida na comunicação social e poética.

Mayara sempre destoou dessa escola que vem deliberadamente espraiando seus tentáculos sobre o mercado editorial e sobre a cultura literária, buscando vieses de linguagem que se revelem enquanto chaves próprias de cada poema/prosa, ao modo dos ossos que cabem perfeitamente (ou imperfeitamente) por dentro da musculatura à qual foram designados", ressalta Paloma. 

Paloma chama a atenção para que "ao propor a escuta daquilo que em tese não tem a propriedade da fala, Mayara incorre em outras transfigurações da realidade, afiliadas por certo ao melhor de nossa poesia amazônica e nortista". Essa escuta de Mayara envolve folhas, bichos, espaço e a pele humana como "limiar entre dois mundos narrativos".

Serviço: Lançamento de 'Por dentro da pele uma floresta sonha'

De Mayara La-Rocque Em 6 de novembro de 2026, às 18h

Na Casa Arari, na trav. 14 de Março, 1154, Umarizal, Belém (PA)

Publicação Original O Liberal oliberal.com
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