Troca de tiqueteira do Corinthians antes de eleição prevê ação da Nike para pagar multa de quase R$ 40 milhões; entenda

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Fonte da notícia: O Globo O Globo

A 25 dias da eleição presidencial do Corinthians, uma negociação conduzida pelo presidente Osmar Stabile pode provocar uma cobrança judicial de mais de R$ 38 milhões. Caso o clube assine com a Fever para substituir a OneFan na operação de bilheteria e do Fiel Torcedor da Neo Quimica Arena, a Nike poderá depositar o valor em juízo, segundo prevê a estrutura contratual apurada pelo blog.

É que a OneFan tem como investidora e garantidora fiduciária a Fisia, do grupo SBF, responsável pela operação da Nike no Brasil. O depósito da fornecedora poderá acabar beneficiando a atual parceira, que já contesta a possibilidade de rescisão antecipada do contrato.

A OneFan, que quando chegou ao clube adiantou luvas de R$ 20 milhões, tem vínculo de exclusividade até o fim de 2032 e considera a saída irregular. A movimentação ocorre no apagar das luzes da gestão Stabile e levanta uma questão sobre a conta que poderá ser deixada ao próximo presidente do Corinthians.

O clube busca antecipar receitas com o novo acordo, mas corre o risco de gerar uma cobrança milionária para encerrar o contrato anterior e ainda contrair mais dívidas. A justificativa para mudar a tiqueteira é a necessidade de recursos para o pagamento de contas do clube e do futebol, como os três meses atrasados de direitos de imagem do elenco masculino.

Com o novo contrato com a Fever por 15 anos o Corinthians receberia R$ 50 milhões em adiantamento. O valor também serviria para quitar duas parcelas em aberto do Regime Central de Execuções.

A questão é que o movimento poderia resultar em um risco de nova perda financeira em seguida. O presidente do Corinthians ainda não assinou o contrato com a nova tiqueteira.

Houve uma tentativa de pedir o adiantamento dos valores para a própria OneFan, que não avançou. A empresa já ameaçou ir à Justiça.

"A OneFan notifica vossas senhorias e as adverte para que se abstenham de promover a rescisão irregular do contrato, que causaria sérios prejuízos aos milhares de torcedores-consumidores do Corinthians, sob pena de adoção de todas as medidas cabíveis, incluindo o ajuizamento de ação judicial, a fim de manter o contrato em vigor pelo prazo nele estabelecido e as suas disposições, bem como medidas na esfera criminal; a apresentação de reclamação fundamentada perante a Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade ao Futebol, e a reparação integral de prejuízos porventura causados", disse a empresa.

O blog procurou o Corinthians e aguarda um posicionamento.

Publicação Original O Globo oglobo.globo.com
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