ISA Energia (ISAE3): lucro dispara 3 vezes, a R$ 1,9 bi no 3T, com efeito contábil

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Fonte da notícia: Info Money Info Money

A transmissora ISA Energia (ISAE3) viu seu lucro líquido disparar no terceiro trimestre devido ao efeito contábil de uma transação com a Axia (AXIA3), mas mesmo sem esse impacto o resultado demonstra avanço da trajetória de crescimento com sustentabilidade financeira, disseram executivos da companhia à Reuters.A companhia reportou nesta terça-feira um lucro líquido de R$1,9 bilhão, mais de três vezes o registrado no terceiro trimestre do ano passado, impulsionado pela contabilização de um descruzamento de participações societárias acertado com a Axia Energia.

Excluindo esse efeito, o lucro líquido pró-forma cresceu 14%, para R$625 milhões.O lucro operacional medido pelo Ebitda atingiu R$3,19 bilhões no período, alta de 259% no comparativo anual, enquanto o indicador pró-forma aumentou 41%, para R$1,25 bilhão.De acordo com o CEO, Rui Chammas, o desempenho trimestral refletiu o aumento das receitas, em função da entrada em operação de novos projetos de linhas e subestações de energia e da consolidação de um novo grande ativo, além do reajuste tarifário e de controle de custos.O executivo afirmou que a ISA Energia continua estudando participar dos próximos leilões do setor elétrico, mas está cautelosa, diante de seu atual patamar de endividamento e de um cenário ainda incerto para custo do capital para os próximos anos.Leia tambémBB Seguridade (BBSE3) tem lucro líquido gerencial de R$ 2,4 bi no 3T, queda de 5,1%No balanço, a companhia afirma que a retração anual, equivalente a R$ 129,8 milhões, foi pressionada principalmente pelas contribuições menores da BrasilSeg e da BB CorretoraItaú (ITUB4) tem lucro líquido de R$ 12,6 bilhões no 3º tri, alta anual de 6,2%O banco divulgou seus números na noite desta terça-feira (3)A transmissora encerrou o mês de setembro com dívida líquida de R$17 bilhões, um aumento de 20% frente ao encerramento de 2025, enquanto a companhia executa grandes investimentos para construção de novos ativos.

Mas o índice de alavancagem caiu nesse mesmo período, de 3,63 vezes para 3,5 vezes, já refletindo ingressos maiores de receita.“A dívida dos projetos aparece antes. Primeiro vem a dívida, depois vem a energização.

Então, conforme as energizações vão vindo, você materializa aquilo que as pessoas esperam, o crescimento da receita, o crescimento do lucro líquido”, disse Chammas.A diretora financeira Silvia Wada classificou o endividamento da companhia como “confortável”, observando que boa parte da dívida está atrelada ao IPCA, índice que também corrige a receita, o que confere um “head natural” às operações.

Publicação Original Info Money infomoney.com.br
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