Consórcio de São Paulo vai gerir fundo imobiliário de Goiás; custo global é de R$ 58,9 milhões

Consórcio de São Paulo vai gerir fundo imobiliário de Goiás; custo global é de R$ 58,9 milhões - Foto
Fonte da notícia: Jornal Opção Jornal Opção

O Consórcio Rio Bravo HGI, de São Paulo, será o responsável pela gestão do Fundo de Investimento Imobiliário (FII) do governo de Goiás, aprovado na Assembleia Legislativa (Alego) em junho deste ano. O grupo venceu a licitação com um custo global proposto de R$ 58,9 milhões, cerca de 24% abaixo da estimativa do edital, de R$ 77,7 milhões.

A reportagem do Jornal Opção apurou que a assinatura do contrato deve ocorrer ainda neste mês de novembro, após o retorno do governador Daniel Vilela (MDB) das férias. Além do consórcio vencedor, participou da disputa o Consórcio Fundo Imobiliário Goiás, liderado pela VCM Gestão de Capital Ltda.

A licitação aconteceu na modalidade concorrência, com julgamento por técnica e preço. Entre os critérios considerados estavam a experiência das empresas na administração de fundos imobiliários, o volume de recursos sob gestão e a qualificação das equipes técnicas.

As participantes também precisavam comprovar pelo menos cinco anos de atuação no setor e regularidade perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Leia também: Mabel quer transformar imóveis ociosos em renda e diz que Goiânia pode ter 6 mil propriedades fora do cadastro

Segundo a Secretaria Estadual de Administração (Sead), o valor de R$ 58,9 milhões corresponde à projeção da remuneração dos serviços de administração e gestão ao longo dos 13 anos estimados de funcionamento do fundo. Os recursos, vale destacar, serão custeados exclusivamente pelo próprio FII, que terá o Estado de Goiás como único cotista.

A Sead informou que, embora o contrato tenha vigência máxima de quatro meses, esse período vai ser destinado apenas à constituição e estruturação inicial do fundo. A operação imobiliária terá horizonte estimado de 13 anos.

“Expressivo acervo imobiliário” O fundo foi aprovado pela Alego em junho, com a proposta de dar destinação econômica a imóveis pertencentes ao patrimônio estadual.

Na ocasião, o governo justificou a iniciativa alegando que o “Estado de Goiás possui expressivo acervo imobiliário, com imóveis de características diversas, e muitos deles estão desocupados, subutilizados ou irregularmente ocupados.” À época, o Jornal Opção chegou a publicar uma lista de imóveis divulgada pelo governo de Goiás como aptos a integrar o fundo.

No entanto, caberá à empresa gestora, a partir da assinatura da contratação, realizar o mapeamento e definir quais propriedades serão efetivamente selecionadas para compor o patrimônio do FII.

Publicação Original Jornal Opção jornalopcao.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →