Grêmio pede “tempo” ao STF para clubes se adaptarem à proibição das bets

Grêmio pede “tempo” ao STF para clubes se adaptarem à proibição das bets - Foto
Fonte da notícia: Poder 360 Poder 360

O representante do Grêmio, Eduardo Schumacher, pediu ao Supremo Tribunal Federal um prazo de transição para os clubes se adaptarem à proibição das apostas esportivas no Brasil. Em audiência pública nesta 3ª feira (3.nov.2026), o clube afirmou que o prazo de 10 dias previsto na medida provisória é insuficiente para substituir os patrocinadores.

“O Grêmio não vem a essa tribuna negar danos, não vem defender as casas de apostas. A pergunta que a medida provisória não respondeu é como se faz a saída.

Porque a forma de saída importa”, disse. Assista ao vídeo de Eduardo Schumacher (5min14s):

O representante do clube citou exemplos de outros países para defender uma adaptação gradual. Na Inglaterra, a retirada das marcas de apostas da frente das camisas está prevista para a temporada 2026/2027, depois de decisão tomada em 2023.

Na Itália, os contratos vigentes tiveram prazo de 12 meses para adaptação. Na Bélgica, a proibição do patrocínio de clubes profissionais começa em janeiro de 2028.

“Fixaram destinos e deram tempo para o caminho. O Brasil deu 10 dias”, afirmou Schumacher.

O Grêmio também argumentou que a substituição das casas de apostas como patrocinadoras é difícil. O representante afirmou que o clube ficou quase 1 ano sem patrocinador master por falta de empresas dispostas a investir valores semelhantes. 

PROPOSTA AO STF O clube defendeu que o STF diferencie as apostas esportivas dos cassinos on-line.

Propôs manter a proibição dos jogos de cassino e permitir as apostas esportivas sob regras mais rigorosas, com restrições à publicidade e medidas de proteção a crianças e adolescentes. A proposta também estabelece um prazo de transição para os contratos de patrocínio em vigor.

“O futebol brasileiro não pede para ficar acima da saúde pública. Pede apenas o que todos os países que enfrentaram esse problema concederam aos seus clubes: tempo pra se adaptar”, disse o representante.

BETS NO STF A audiência foi convocada a pedido da Advocacia Geral da União, das autoras da Ação Direta de Inconstitucionalidade 8.027 e de entidades admitidas nos processos como amici curiae –participantes que auxiliam o Tribunal com informações e argumentos sobre o tema das bets. 

A discussão também envolve a MP 1.394 de 2026, que proibiu a operação das bets no Brasil. Fux é relator de ações que discutiam a regulamentação das bets antes da edição da MP.

A audiência, portanto, não se restringe à medida provisória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e servirá para subsidiar o STF em diferentes processos relacionados ao mercado de apostas.

Publicação Original Poder 360 poder360.com.br
Acessar no site oficial
Compartilhar: WhatsApp Facebook Telegram X
Curadoria e Apuração Editorial QTU Conteúdo jornalístico publicado em conformidade com os nossos Princípios Editoriais e política de transparência.
Conhecer a Redação →