Independentemente de governo, se eu estivesse sentado lá manteria FGI/FGO, é ótimo programa, diz CEO do Bradesco

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Fonte da notícia: Valor Valor

Questionado sobre uma possível diminuição dos volumes de recursos públicos para linhas com FGI/FGO no próximo ano, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, afirmou que, independentemente do governo, é um ótimo programa que beneficia as empresas. Para CEO do Bradesco, não há 'mérito' para ter engajamento alto no Desenrola 3.0

Analistas destacam resultado do Bradesco em linha com projeções, mas pressão na inadimplência “Se não tiver recurso para trabalhar o FGI e o FGO, que eu acho que é um dos melhores programas governamentais que a gente já viu em todos os tempos, porque ele de fato beneficia a micro, pequena e média empresa, com linhas mais longas e com uma taxa de juros muito menor, com prazo de carência...”, disse a analistas em teleconferência sobre os resultados do Bradesco no terceiro trimestre de 2026.

“Independentemente do governo, se eu estivesse sentado lá, manteria essas linhas.” Noronha explicou que, por mais que as linhas com FGI/FGO tenham pressionado a inadimplência do banco no terceiro trimestre deste ano, são linhas com colaterais, que estão ganhando mais participação na carteira do banco.

“É natural que enquanto a gente estiver crescendo ele vá influenciar cada vez mais o ‘over 90’ e que vá chamar um custo de provisão”, disse, acrescentando que, para essa curva começar a cair, “é uma questão de tempo”. Questionado sobre as expectativas para as medidas que o Banco Central (BC) deve anunciar para conter o aumento do endividamento, especialmente das famílias, Noronha disse não saber quais medidas serão tomadas.

“Eu sinceramente custo a acreditar numa medida muito dura vinda do Banco Central, mas é uma percepção pessoal minha em relação a isso.” O banco também comentou medidas para redução de custos e ganhos de eficiência.

Cassiano Scarpelli, vice-presidente financeiro do Bradesco, afirmou que o banco está chegando perto do “ajuste ótimo” da rede de agências. O Bradesco também está apostando em tecnologia para melhorar a eficiência e os custos.

Mais cedo, Noronha também afirmou que o banco pretende chegar a 800 mil clientes e 120 escritórios do Principal, segmento de alta renda do banco, até o fim do ano. O CEO do Bradesco, Marcelo Noronha

Nilani Goettems/Valor

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