247 – A retirada das forças israelenses do território libanês deve preceder qualquer discussão sobre o desarmamento do Hezbollah, afirmou o líder do movimento, Qassem, segundo reportagem da agência Prensa Latina publicada nesta quinta-feira (29). Ele cobrou o cumprimento dos compromissos de cessação das hostilidades e defendeu o destacamento do exército libanês ao sul do rio Litani.
“A resistência continuará e enfrentará qualquer agressão contra ela e contra o Líbano. Não há espaço para discutir o desarmamento enquanto a ocupação existir e a agressão continuar”, declarou Qassem, conforme a agência.
A manifestação ocorreu na véspera da divulgação dos resultados das eleições para o Parlamento israelense. O dirigente exigiu que Israel deixe o território libanês em conformidade com o acordo de cessar-fogo de 27 de novembro de 2024 e com a Resolução 1701 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A posição mantém a retirada israelense como condição para que o movimento aceite tratar do destino de seu arsenal. Adotada em agosto de 2006, a resolução estabelece as bases para a cessação das hostilidades entre Israel e o Hezbollah.
O texto também prevê disposições de segurança para a faixa entre a Linha Azul e o rio Litani, no sul do Líbano. Entendimento entre Irã e Estados Unidos
Qassem também atribuiu importância ao entendimento entre o Irã e os Estados Unidos. Em sua avaliação, a aproximação representa uma fonte de força para o Líbano, ao lado da resistência, da população libanesa e de seus apoiadores.
Segundo o relato da Prensa Latina, o líder afirmou que o memorando de entendimento assinado em Islamabad contribuiu para reduzir a agressão contra o país. Acrescentou que Teerã considera prioritários o encerramento dos ataques israelenses e a retirada das tropas de Israel do território libanês.
Acordos e divergências sobre a retirada O cessar-fogo firmado por Líbano e Israel em novembro de 2024 previu a criação de um mecanismo internacional sob liderança dos Estados Unidos.
Sua função era acompanhar a interrupção das hostilidades e facilitar o destacamento do exército libanês no sul do país. A reportagem também menciona um acordo-quadro assinado em 26 de junho, com mediação de Washington.
A proposta combinava a saída gradual das forças israelenses, a presença do exército libanês e o desarmamento do Hezbollah. O movimento rejeitou os termos por considerar que a retirada de Israel deveria ocorrer antes de qualquer negociação sobre suas armas.
A declaração de Qassem reafirma essa divergência sobre a sequência de implementação das medidas. Apesar do cessar-fogo, Israel mantém posições militares no sul do Líbano e realiza operações que o governo libanês denuncia como violações do entendimento, segundo a Prensa Latina.
Brasil 247