Os Estados Unidos afastaram o tenente-general Brett Sylvia, principal responsável pelo planejamento do Exército no Estado-Maior Conjunto, em um momento em que o governo de Donald Trump considera novos ataques contra o Irã. A saída foi noticiada nesta quarta-feira pela revista The Atlantic, que cita fontes não identificadas do Departamento de Defesa.
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Sylvia ocupava o cargo de chefe de Estratégia, Planejamento e Política do Estado-Maior Conjunto e foi afastado nesta semana. Segundo a publicação, ainda não foi apresentada uma explicação para a saída, e um substituto não havia sido nomeado.
O tenente-general é o mais recente de uma série de altos oficiais militares afastados desde o retorno de Trump à Presidência, em janeiro de 2025. A AFP entrou em contato com o Pentágono para solicitar um comentário sobre a destituição.
Cortes atingem altos oficiais militares Em novembro, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, afirmou que os Estados Unidos haviam reduzido em 20% o número de generais e almirantes.
Ele atribuiu a medida a uma melhor "prestação de contas". Hegseth também sugeriu que os cortes tinham como alvo oficiais que não haviam aderido aos esforços do governo para concentrar as Forças Armadas na guerra, e não nas políticas progressistas ("woke") de administrações anteriores.
Trump considera realizar novos bombardeios contra o Irã após as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. "Talvez façamos outra pequena 'Epic Fury'", declarou o presidente na semana passada, em referência aos ataques americanos e israelenses contra o Irã em fevereiro, que desencadearam a guerra.
Não houve ataques significativos dos Estados Unidos ou do Irã contra alvos terrestres desde o início de setembro. Desde então, o conflito passou a se concentrar em ataques contra embarcações comerciais.
Entre seus cargos anteriores, Sylvia chefiou a divisão do Exército responsável por ataques aéreos e comandou uma unidade no Iraque.
O Globo