Hemorragias em bebés quase quadruplicam nos EUA; estudos apontam que causa está no aumento de famílias que recusam administração da vitamina K aos recém-nascidos

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Fonte da notícia: O Antogonista O Antogonista

Especialistas destacam que a redução da adesão à vitamina K pode trazer consequências graves e potencialmente evitáveis Uma decisão tomada nas primeiras horas de vida está preocupando médicos nos Estados Unidos.

Casos de hemorragias potencialmente fatais em recém-nascidos quase quadruplicaram desde 2017, enquanto aumentou o número de pais que recusam a aplicação de vitamina K nos bebês. Dois estudos publicados em novembro de 2026 apontam uma relação entre a queda na adesão à prevenção e o crescimento dos episódios de sangramento, incluindo casos de hemorragia cerebral e mortes.

A vitamina K desempenha um papel fundamental na coagulação do sangue. Como os bebês nascem com quantidades reduzidas dessa substância, ficam mais vulneráveis a sangramentos espontâneos, que podem atingir órgãos importantes.

Por isso, a aplicação de uma injeção de vitamina K nas primeiras horas após o nascimento é recomendada há mais de 60 anos. A medida é adotada como padrão de atendimento desde 1961 para prevenir complicações hemorrágicas.

Uma pesquisa publicada na revista JAMA Pediatrics analisou registros médicos de aproximadamente 11 milhões de bebês com até seis meses, nascidos entre 2017 e 2025. Os resultados revelaram mudanças preocupantes na prevenção.

Entre os principais dados identificados pelos pesquisadores estão: Outro estudo, publicado na revista JAMA, avaliou mais de 5,2 milhões de nascimentos.

A pesquisa identificou que a proporção de bebês que não receberam a injeção passou de 3,1% em 2017 para 6,8% em 2025. Os pesquisadores relacionam essa tendência ao crescimento da desconfiança em relação às intervenções médicas, movimento que ganhou força após a pandemia de Covid-19.

O cenário também foi associado ao aumento da resistência às recomendações de saúde pública nos Estados Unidos. A ausência da aplicação está associada a um risco significativamente maior de complicações durante os primeiros seis meses de vida.

O segundo estudo identificou diferenças importantes entre os recém-nascidos que receberam a prevenção e aqueles cujos pais recusaram a medida. Os pesquisadores estimaram que, a cada 114 recém-nascidos que deixam de receber a injeção, ocorre um episódio adicional de hemorragia.

Especialistas destacam que a redução da adesão à vitamina K pode trazer consequências graves e potencialmente evitáveis. A pediatra e pesquisadora Elizabeth Wolf alertou para os efeitos da crescente desconfiança em relação aos profissionais de saúde.

Os resultados reforçam a importância de conversar com pediatras e equipes de maternidade sobre a prevenção de hemorragias antes de tomar decisões sobre os cuidados oferecidos ao recém-nascido.

Publicação Original O Antogonista oantagonista.com.br
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