Após prejuízos sucessivos, uma decisão empresarial colocou milhares de empregos em risco e mudou a presença da rede no mercado americano. Nos Estados Unidos, em setembro de 1982, a controladora F.
W. Woolworth anunciou o encerramento das 336 lojas americanas da rede Woolco.
O fechamento da Woolco colocou em risco os empregos de cerca de 25 mil trabalhadores e marcou o fim de uma das maiores redes populares do país, com conclusão prevista para o início de 1983. A controladora F.
W. Woolworth anunciou em 24 de setembro de 1982 o encerramento da divisão americana de lojas de desconto.
A operação vendia muito, mas não alcançava rentabilidade consistente. Segundo a cobertura da época do The Washington Post, a Woolco havia registrado prejuízo operacional de US$ 19 milhões em 1981 e outros US$ 21 milhões no primeiro semestre de 1982.
O desempenho levou a direção a abandonar a tentativa de recuperação. As 336 lojas correspondiam à divisão Woolco dos Estados Unidos, não a todas as unidades que a controladora mantinha no mundo.
O número consta de uma decisão da Justiça federal americana publicada em 1986, que recuperou o anúncio original. Segundo o The Washington Post, a rede movimentara aproximadamente US$ 2,1 bilhões em 1981.
O faturamento contrastava com os prejuízos e ajudava a explicar a dimensão do fechamento. Três momentos ajudam a compreender a operação:
Os cerca de 25 mil empregados eram o contingente que trabalhava nas lojas americanas, conforme noticiou o The Washington Post. Isso não comprova que todos perderam o emprego no mesmo dia, nem que cada trabalhador terminou sem recolocação.
A Woolworth afirmou que tentaria transferir funcionários para outros negócios e ajudar os demais a procurar trabalho. A notícia não estabeleceu quantos foram realocados; assim, o total atingido não equivale a demissões imediatas comprovadas.
O anúncio trouxe diferentes consequências trabalhistas: A empresa planejou manter as lojas abertas até o Natal de 1982.
O encerramento estava previsto para o começo de 1983, permitindo uma transição entre as operações e a saída do mercado americano. A decisão judicial posterior sobre uma disputa trabalhista também registrou cortes na estrutura administrativa.
No escritório central de contabilidade da Woolworth em Milwaukee, 183 dos 673 empregados foram dispensados durante a liquidação, evidenciando efeitos além das lojas. Não.
O encerramento atingiu a operação americana da Woolco, enquanto a F. W.
Woolworth manteve outros negócios. O fechamento daquela divisão não deve ser confundido com a falência da empresa controladora.
Na época, a companhia possuía 119 lojas Woolco no Canadá, preservadas pelo plano anunciado, de acordo com o The Washington Post. A Woolworth também continuava operando suas lojas tradicionais, com origem no comércio de artigos populares.
A escala de 336 estabelecimentos e o risco para milhares de trabalhadores tornaram a decisão um marco do comércio de descontos nos Estados Unidos. O episódio mostrou que vendas bilionárias não bastam para manter uma rede com prejuízos recorrentes.
Com o fechamento concluído no início de 1983, desapareceu a divisão americana da Woolco, mas não a estrutura empresarial que a havia criado. Essa distinção é decisiva para compreender tanto o alcance dos cortes quanto o legado da rede.
O Antogonista