247 – O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou que nunca acreditou na chamada “onda azul”, expressão utilizada para caracterizar o avanço de governos de direita. A avaliação ocorre em meio a uma sequência de acontecimentos políticos internacionais, incluindo a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Brasil, a derrota de Donald Trump no Congresso dos Estados Unidos e a renúncia do presidente paraguaio Santiago Peña.
Em declarações ao SBT News, o ex-ministro das Relações Exteriores questionou a ideia de uma consolidação da direita no cenário internacional e levantou a possibilidade de uma mudança de orientação política também nos Estados Unidos. “Nunca acreditei nessa onda.
Mais interessante é saber se a onda rosa chegou aos Estados Unidos”, afirmou Amorim. A declaração faz referência à chamada “onda rosa”, denominação utilizada para identificar a ascensão de governos progressistas, de esquerda e de centro-esquerda, especialmente na América Latina.
O termo se contrapõe à “onda azul”, associada ao fortalecimento de forças políticas conservadoras e de direita. Ao mencionar a possibilidade de uma “onda rosa” nos Estados Unidos, Amorim relacionou o debate sobre as tendências políticas internacionais aos resultados eleitorais recentes no país, onde Trump sofreu uma derrota no Congresso.
Amorim defende respeito à soberania do Paraguai Amorim também comentou a crise política e financeira enfrentada pelo Paraguai, agravada pela quebra do Banco Ueno e pela renúncia de Santiago Peña, presidente conservador eleito em 2023.
Apesar das repercussões políticas da saída de Peña, Amorim adotou uma postura cautelosa e evitou fazer avaliações críticas sobre a condução econômica e política do governo paraguaio. “Respeitamos a soberania paraguaia.
Aparentemente os ritos têm sido cumpridos”, declarou. A manifestação indica uma posição de respeito aos procedimentos institucionais adotados no país vizinho, sem antecipar avaliações sobre os desdobramentos da crise.
A renúncia de Peña ocorre em um contexto de instabilidade que envolve o sistema financeiro paraguaio e coloca em discussão os efeitos políticos da crise bancária provocada pela quebra do Banco Ueno.
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