As manifestações convocadas para o dia de greve que afetou parte dos serviços públicos na França transcorreram, de forma geral, em tranquilidade nesta quinta-feira, apesar de alguns confrontos com a polícia na capital, Paris, e em Lyon, a terceira maior cidade do país. Leia também:
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Hackers invadem banco francês e desviam US$ 133 milhões Com eleições no próximo ano para a Presidência, políticos tomaram parte nos protestos, com destaque para o candidato Jean-Luc Mélenchon, do partido França Insubmissa, de extrema esquerda.
No mês passado, o governo de Emmanuel Macron havia acusado Mélenchon e seu grupo político de insuflar radicalismo nas manifestações, protagonizadas a princípio por estudantes que exigiam melhores condições para a educação. Posteriormente, as manifestações foram ampliando o escopo do descontentamento, abrangendo questões como o custo de vida e a qualidade da prestação de serviços públicos em geral, que resultaram nos maiores distúrbios em décadas, no país, na avaliação do próprio governo.
O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, terá uma reunião com representantes de trabalhadores e empresas no próximo dia 9, em que serão abordados assuntos como o nível dos salários e o custo de vida. De acordo com o Ministério do Interior, cerca de 600.000 pessoas participaram das manifestações desta quinta-feira.
Segundo a principal central sindical do país, a CGT, uma das organizadoras dos protestos de hoje, o número de participantes chegou a 1,6 milhão. Em Paris, o espírito dos protestos desta quinta-feira foi festivo a princípio, com cantos da Marselhesa pelas ruas e participação de trabalhadores em greve dos setores de energia e educação, sem maiores disrupções nos transportes da capital.
Mas, duas horas depois, houve confrontos entre manifestantes que vinham na parte da frente do protesto, com a polícia, que lançou bombas de gás lacrimogêneo para dispersá-los. Houve também registro de atos de vandalismo por pessoas encapusadas, acrescentaram as autoridades.
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