Três estrangeiros foram presos no Peru ao tentarem embarcar com mais de 3 mil tarântulas escondidas dentro de meias distribuídas em três malas. Os animais foram encontrados no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima, quando os suspeitos se preparavam para viajar para a Alemanha.
Segundo o Serviço Nacional Florestal e de Fauna Silvestre (Serfor), havia exemplares em diferentes fases de desenvolvimento, incluindo ovos, filhotes e indivíduos adultos. Na Espanha: Desenho de menina de 8 anos ajuda a identificar e prender suspeito de tentar sequestrá-la
'Visita inesperada': Jacaré invade padaria nos EUA, passeia pela cozinha e deixa funcionários assustados; vídeo Os detidos são dois cidadãos alemães e um polonês.
De acordo com o site argentino Infobae, a operação foi realizada após uma denúncia anônima recebida pela plataforma Alerta Serfor, do governo peruano. A partir das informações, equipes especializadas iniciaram uma investigação e identificaram os suspeitos no setor de atendimento do terminal aéreo, pouco antes do embarque.
De acordo com Cora Suárez, técnica de controle florestal e de fauna silvestre do Serfor, os aracnídeos estavam cuidadosamente acondicionados em meias dentro das três bagagens. A seleção também envolvia diferentes espécies, algumas das quais ainda não foram descritas pela ciência.
Animais de diferentes regiões do Peru Segundo as autoridades, os exemplares seriam provenientes de diversas regiões peruanas, entre elas Junín, Loreto, Cajamarca, Cusco e La Libertad.
Durante a inspeção, foram encontrados animais do gênero Pamphobeteus, além de exemplares identificados preliminarmente como Thrixopelma lagunas, Antikuna sp. e Avicularia sp..
A identificação científica de parte dos aracnídeos ainda está em andamento. Entre os animais apreendidos está a espécie Pamphobeteus antinous, classificada como vulnerável na lista peruana de espécies da fauna silvestre ameaçadas de extinção.
A relação de exemplares e o estado de conservação de cada espécie serão considerados nas avaliações das autoridades. A investigação também busca esclarecer a finalidade do transporte ilegal.
Segundo informações do Serfor, os animais poderiam ser destinados a coleções particulares, pesquisas científicas e ao mercado de animais de estimação. Um dos estrangeiros detidos seria um pesquisador conhecido por trabalhos relacionados a tarântulas, segundo publicações científicas citadas pelas autoridades.
A informação também será analisada durante a investigação. Qual é a punição para o tráfico de animais silvestres?
Os três suspeitos foram detidos por agentes da Polícia Nacional do Peru especializados em crimes ambientais e são investigados pela Procuradoria Especializada em Matéria Ambiental (FEMA). A legislação peruana considera crime a exportação de animais silvestres sem a documentação e as autorizações exigidas.
O artigo 308 do Código Penal prevê penas de três a cinco anos de prisão, além de multa, para quem adquirir, transportar, armazenar, comercializar ou exportar espécies da fauna silvestre sem autorização, quando conhece ou pode presumir a origem ilegal dos animais. A pena pode aumentar para quatro a oito anos de prisão em circunstâncias agravantes, como o envolvimento de espécies protegidas pela legislação nacional ou a retirada de animais de áreas naturais protegidas.
Além das sanções criminais, a Lei Florestal e de Fauna Silvestre peruana estabelece penalidades administrativas para atividades ilegais de captura, transporte e comercialização de animais. Enquanto as investigações e os procedimentos de identificação são concluídos, as tarântulas permanecerão sob custódia das autoridades.
Posteriormente, deverão ser encaminhadas a um centro de criação autorizado, onde ficarão protegidas.
O Globo