Desde janeiro, o governo Trump impõe um bloqueio petrolífero, o que agravou a crise energética e provoca regularmente longos cortes de eletricidade Os Estados Unidos impuseram sanções contra empresas dos setores petrolífero e tecnológico cubanos, bem como contra a filha da presidente do conglomerado empresarial Gaesa, controlado pelos militares, informou o Departamento de Estado nesta quinta-feira 5.
Esta nova onda de pressão econômica sobre Cuba inclui pela primeira vez duas empresas chinesas do setor eletrônico, CEIEC e Beijing H&C Technologies, às quais Washington acusa de vender material de defesa e sistemas de segurança para Havana. “A elite governante de Cuba monopoliza os recursos energéticos e de transporte marítimo da ilha para seu próprio enriquecimento, deixando o povo cubano enfrentar apagões, escassez de combustível e uma economia estagnada.
Para manter esse sistema em funcionamento, o regime depende de uma rede de intermediários no exterior”, explicou o comunicado. Entre as sete empresas afetadas está uma operadora de navios-tanque de petróleo, Caroil, registrada no Chipre e proprietária de três embarcações, assim como a Tentacool, registrada no Panamá, a Internacional Marítima e a Petromarca, com dois navios.
Também aparece na lista Any Rodríguez Lastres, “filha da já designada presidenta do Grupo de Administração Empresarial (Gaesa), Ania Guillermina Lastres Morera”. Maior conglomerado empresarial de Cuba, a Gaesa possui interesses em todos os setores econômicos do País, e já havia sido sancionada em maio deste ano.
Paralelamente, o Departamento do Tesouro emitiu um aviso de sanções contra “qualquer pessoa estrangeira que opere ou tenha operado nos setores de eletrônica, manufatura, marítimo e de tecnologia da economia cubana”. Desde janeiro, os Estados Unidos impõem um bloqueio petrolífero de fato ao País de 9,4 milhões de habitantes, o que agravou a crise energética e provoca regularmente longos cortes de eletricidade.
Com a nova onda de sanções, empresas e pessoas não podem acessar o sistema financeiro americano. Nenhuma companhia dos Estados Unidos pode estabelecer relações econômicas com elas, e os navios‑tanque são considerados bens bloqueados.
Mapa com localização das centrais elétricas de Cuba. A produção depende em grande parte do petróleo e do óleo combustível.
Infográfico: Sherine Elasayry e Sylvie Husson/AFP AFP Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo.
Fundada em 1835, como Agência Havas. Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo.
Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global. Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Carta Capital