A mais recente e completa revisão sobre a saúde feminina atesta que a dor crônica é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens. Publicado na Science, o trabalho indica também as causas de tanta dor.
As mulheres são desproporcionalmente afetadas por condições dolorosas. Mas a dor feminina não é uma versão exagerada da masculina, e sim um processo biológico com raízes genéticas, imunológicas e hormonais próprias.
Algumas dores são exclusivamente femininas, como as cólicas menstruais e as causadas por endometriose. Em outras, as mulheres são mais afetadas e chegam a mais de 70% dos casos.
Exemplos são fibromialgia, enxaqueca, espondilite anquilosante, síndrome do intestino irritável, osteoartrite e dores neuropáticas (associadas a causas diversas, como lesões, diabetes, cirurgias e infecções).
O Globo