O dólar avança no exterior antes da divulgação de dados econômicos dos Estados Unidos, após recuar na véspera em meio a uma combinação de preços mais altos do petróleo e preocupações relacionadas à inteligência artificial (IA), o que evidenciou a menor busca pela moeda americana como ativo de segurança.
Por volta das 10h, o índice DXY – que mede a relação entre o dólar e uma cesta de moedas de países desenvolvidos – avançava 0,14% a 101,75 pontos. Nesse contexto, o euro recuava 0,21% a US$ 1,11981; a libra caía 0,22% a US$ 1,33735; e o dólar caía 0,03% contra a moeda japonesa, negociado a 156,47 ienes.
No campo dos indicadores, as atenções de hoje voltam-se para os índices de gerentes de compras (PMIs) da S&P Global. O consenso aponta para um certo arrefecimento nos dados dos Estados Unidos, que, no entanto, permanecem firmemente em território de expansão, diz o estrategista de câmbio do ING, Francesco Pesole.
Segundo ele, a queda do dólar na véspera reforçou a preferência dos investidores pelo iene e pelo franco suíço como ativos de proteção. A instabilidade nas bolsas reduziu as apostas em um ciclo prolongado de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed), mas a perspectiva de alta de juros em dezembro deve limitar as perdas do dólar.
“Qualquer estabilização no sentimento de risco pode ajudar o dólar a se consolidar frente à maioria das moedas.” Em relação ao euro, a moeda caminha para uma perda semanal, após uma nova onda de vendas de títulos do governo francês elevar, na quinta-feira, o prêmio de risco da dívida do país ao maior nível desde a crise soberana da zona do euro, em 2011.
Embora a sensibilidade do euro à situação francesa tenha diminuído, uma nova deterioração dos mercados de dívida pode reacender as preocupações dos investidores com a crise no país.
Valor