Música clássica capixaba, forró regional, viola caipira… outubro foi um mês recheado de lançamentos musicais que mostram que no Espírito Santo todos os gêneros continuam vivos. E para quem gosta de descobrir os novos projetos do Estado, HZ está de volta com a edição deste mês do “Tocou, Pocou”, mostrando os destaques da música que movimenta o ES.
O violonista e cavaquinista Mauricio de Oliveira é um ícone da música erudita do Espírito Santo. E para homenagear o capixaba, a dupla Teixeira-Mayer lançou na sexta-feira (16) o álbum “Entre Peroás e Caramurus - Duo Teixeira-Mayer Interpreta Mauricio de Oliveira”.
O dia do lançamento também contou com uma apresentação para o público geral no auditório da Acordes Centro de Música e Artes, em Jardim da Penha. Com nove faixas de violinista, como por exemplo “Batuque e Polca", o projeto acerta na homenagem em traduzir as obras do capixaba ilustre, com interpretações que transmitem a sensação de calmaria que Maurício trazia em suas composições.
Dentre as faixas, o destaque fica para a nova versão do clássico “Banda do Rosário”, que se destaca na alternância que existe no instrumental, que vai de um rápido dedilhado nos violões para uma sonoridade singela que a canção original possui. Formados pelos músicos de Vitória, Moacyr Teixeira Neto e Fabiano Mayer, estão juntos desde 1999, e carregam uma trajetória ligada ao violão erudito e instrumental no Espírito Santo.
Além da atuação nos palcos, ambos são professores da Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames). Antes da homenagem a Mauricio de Oliveira, o último álbum lançado pela dupla havia sido “Imagens Brasileiras”, em 2021.
E em mais um mês, um dos nomes mais conhecidos do forró capixaba volta com lançamento. O Alemão do Forró voltou em outubro com “Peão Ciumento” na última quinta-feira (15), com suas clássicas canções de sofrência por amor.
E de novo bem acompanhado em uma parceria, dessa vez com o cantor sertanejo baiano Nando Moreno. Conhecido já por suas letras sofredoras de desilusões amorosas, “Peão Ciumento” vem dessa vez para explorar outro lado das suas canções que abordam a vida no campo.
Os cantores se uniram em uma música que, como o próprio título indica, revela que eles são superprotetores com seu cavalo, o qual eles avisam que apenas suas amadas podem subir e se alguém encostar nele, vai ter confusão. Isso tudo seguindo o instrumental característico do forró, como sintetizadores, bateria e acórdão.
Nascido em Linhares e criado em Rio Bananal, Alemão do Forró (Werner Niero) começou a atuar na música aos 16 anos na banda Forró Legal. O cantor se tornou uma das referências capixabas quando se trata de forró, por unir o ritmo chiclete com letras apaixonadas.
Ele possui como sucessos “Fica Amor”, “Sai Dessa Coração” e “Samara”. Para quem gosta de um bom R&B, também tem novidade capixaba deste mês.
A cantora Qeren voltou na sexta-feira (16) com uma nova aposta da música melódica capixaba, a romantica "Tentando Acertar". A faixa que mistura soul e MPB marca o retorno de Qeren após o seu último projeto, o EP "Love Company" , que saiu em 22 de agosto deste ano.
Seguindo a linha melódica e romântica dos seus últimos lançamentos, "Tentando Acertar" traz em sua composição a história de uma pessoa que está tentando, como o próprio título sugere, acertar em diversos campos de sua vida, tanto no relacionamento em outras fases. Já em sua composição instrumental, o violão da faixa dá um ar solar na canção mid-tempo, enquanto os estalar de dedos trazem a sensualidade já clássico do R&B, que se misturam na voz grave de Qeren.
Queren Hapuque de Paula, ou simplesmente Qeren, é uma artista emergente de Cachoeiro de Itapimirim. A cantora de 23 anos está construindo sua carreira com base no estilo melódico e romântico, com o R&B, groove e soul music sendo seus gêneros característicos. Qeren começou a compor 4 anos de idade, aos 12 anos começou a cantar em sua escola e aos 18 anos começou a fazer apresentações por conta própria.
E perto de finalizar outubro, deu tempo de sair mais um álbum para mostrar a diversidade sonora do ES. “Casa de Biga” é o novo projeto de inéditas do cantor SANDRERA, lançado na última quinta-feira (29), com 12 faixas e sendo uma homenagem à mãe do artista, Abigail, carinhosamente chamada de Biga.
O álbum tem como fio condutor as lembranças do artista nas férias escolares na casa dos avós, no interior do Espírito Santo. Para combinar com a ambientação criada para o álbum, que segue suas experiências no interior do ES, SANDRERA escolheu a viola caipira como guia instrumental de "Casa de Biga", presente em todas as faixas.
Outros instrumentos que acompanham as as doze músicas são violino, rabeca, banjo e flauta, construindo uma experiência que leva o ouvinte diretamente para uma passaigem campestre clássica e calma. A primeira faixa "MERGULHANÇA" acerta em dá o tom do disco, com uma letra que descreve uma boa e simples refeição que existe no interior.
O cantor e compositor SANDRERA, mora atualmente em Vila Velha e já possui mais de 27 anos de carreira. O capixaba se tornou o primeiro artista do Espírito Santo a conquistar o Prêmio Profissionais da Música (2025), com o álbum Quase Hippie.
Ele construiu sua identidade musical ao misturar a MPB com folk rock como sua base, e alternando com outros estilos. O último lançamento de Sandrera foi o álbum “INTELIGÊNCIA ARMORIAL”, de maio deste ano.
A Gazeta