Neste domingo de eleição, nas favelas e periferias do Rio, quem vota também cobra. A Corre de Cria ouviu moradores de diferentes territórios sobre o que esperam dos próximos quatro anos.
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Os planos de governo dos candidatos à Presidência da República registrados no TSE têm propostas diferentes para essas áreas. O de Lula (PT) aposta na urbanização como estratégia de segurança.
Pelo Periferia Viva, promete recursos para concluir 85 obras retomadas e outras 59 já selecionadas, além de novos projetos. O documento prevê R$ 10 bilhões de um fundo federal para estados e municípios aplicarem no combate ao crime organizado.
Inclui ainda a ampliação dos pontos de retirada de medicamento do Farmácia Popular nas periferias. Já o programa de Flávio Bolsonaro (PL) propõe retomar territórios dominados por facções, via convênios com estados e municípios, e dobrar o investimento federal em segurança.
Para moradia, o plano quer urbanizar áreas degradadas e dar escritura a quem mora há anos no mesmo lugar, por meio de parcerias público-privadas. A meta é de 2,5 milhões de casas com a volta do programa Casa Verde e Amarela.
O que pedem os moradores Thuane Nascimento pede melhorias no transporte
Arquivo pessoal — Tem que pensar em quem usa o transporte público para ir trabalhar.
Veículos com qualidade, mais confortável e com ar-condicionado. Por que não sonhar com a tarifa zero? Já é uma realidade no lugar onde eu moro e a gente aproveita muito — afirma Thuane Nascimento, de 29 anos, moradora da Vila Operária, em Duque de Caxias.
Wellington Melo deseja a efetividade do fim da escala de trabalho 6x1 Arquivo pessoal
— Que essa questão da 6x1 melhore a vida das pessoas. Quanto mais a gente tiver uma qualidade de vida boa, melhor a gente vai desempenhar no nosso trabalho.
E com isso não vai ter tanta gente rotacionada em emprego — diz Wellington Melo, de 31 anos, morador de Rio das Pedras. Camila Outor quer mais segurança para as mulheres
Arquivo pessoal — Na minha comunidade eu não me sinto segura, porque a gente não sabe em que momento a polícia vai sair dando tiro.
A gente tem medo de assalto, de ser assediada. Tem que ter políticas públicas e leis que defendam mais a mulher — pede Camila Outor, de 26 anos, moradora do Santo Amaro.
Cássios Clay defende melhores salários para professores Arquivo pessoal
— Não conseguimos ofertar uma remuneração ideal para os profissionais da educação e em muitas escolas faltam estruturas físicas. É necessário adequar o salário da rede estadual ao piso nacional docente.
E promova-se concurso — sugere Cássios Clay, de 25 anos, morador de Bom Pastor, em Belford Roxo. Ana Lúcia Ferreira pede por hospitais perto de casa
Arquivo pessoal — Que o paciente possa contar com as especialidades de saúde próximo à sua casa.
Às vezes utilizo duas conduções, depois de esperar 12, 13 meses para o Sisreg liberar o exame. Não adiantam novos projetos que não funcionam — argumenta Ana Lúcia Ferreira, de 58 anos, moradora do Santíssimo.
Natã Coutinho pensa no fim dos desertos alimentares Arquivo pessoal
— Nas periferias existem desertos alimentares, que não têm equipamentos como restaurante popular. Quantos quilômetros você anda até ir a um sacolão? Os territórios precisam ter acesso à alimentação adequada — sugere Natã Coutinho, de 28 anos, morador de Ponto Chic, em Nova Iguaçu.
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