Milhões de americanos vão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato, que podem funcionar como um plebiscito sobre o governo de Donald Trump. Estão em disputa as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 vagas no Senado e os governos de 36 estados.
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Custo de vida e guerra no Irã Em entrevista ao Jornal da CBN, Brian Winter, brasilianista, analista político e editor-chefe da Americas Quarterly, avalia que o custo de vida é um dos principais temas que mobilizam os eleitores.
"O custo de vida é o tema central da política americana há anos e, com o agravante, este ano, da guerra no Irã, que gerou um aumento em vários custos, o custo do petróleo, da gasolina e da comida também. Também representou uma quebra de uma promessa que o presidente Trump fez durante sua campanha de não entrar em novas guerras."
Desgaste entre apoiadores de Trump O desgaste de Trump também aparece entre eleitores que o apoiaram em 2024.
No Texas, as deportações em massa e a candidatura republicana de Ken Paxton, alvo de alegações de corrupção, podem favorecer os democratas. "As deportações foram percebidas como muito agressivas pela comunidade hispana, porque estão deportando gente que está lá há 20, 30 anos, e essa não foi a expectativa de pessoas que votaram no Trump em 2024.
O outro tema é que tem um candidato, um candidato republicano pelo Senado, o Ken Paxton, que é muito problemático." Impactos para o Brasil e a América Latina
Ao comentar os reflexos para o Brasil, Brian Winter afirmou que uma vitória democrata no Congresso ampliaria a fiscalização sobre a Casa Branca, mas acredita que a Venezuela seguirá como principal prioridade dos EUA na América Latina. Ele também vê sinais de afastamento entre Trump e a família Bolsonaro.
"Acho, sinceramente, que vai ter mais atenção sobre o caso da Venezuela, onde a participação do presidente Trump tem sido muito mais ativa. Eu já vi, nos últimos dias, após o resultado eleitoral no Brasil, o presidente Trump tentando se distanciar um pouco da família Bolsonaro, acolhendo o ex-candidato Flávio Bolsonaro, por um lado, mas também falando que ele não tomou partido na eleição e negando entrar nessa aventura de um suposto governo paralelo."
CBN