Conquista histórica do Teatro Amazonas marca legado da gestão Cidade

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O governador do Amazonas, Roberto Cidade, celebrou na noite de terça-feira (3 de novembro) a oficialização do Teatro Amazonas como patrimônio mundial cultural da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O reconhecimento internacional, comemorado em solenidade no próprio monumento histórico, consagra-se como o grande legado de seu curto mandato à frente do governo estadual (assumiu em abril), inserindo definitivamente o estado na rota global de preservação.

A titulação dos chamados “Teatros da Amazônia” (que engloba também o Theatro da Paz, no Pará) foi aprovada durante a 48ª sessão do comitê do patrimônio mundial. Durante a cerimônia de entrega do certificado em Manaus, no próprio teatro, o governador evidenciou a dimensão da conquista para o seu governo e para a população amazonense.

“Hoje, o Amazonas recebe um título internacional, o maior patrimônio cultural do nosso estado, que veio do auge do ciclo da borracha. Foi inaugurado em 1896 e, com certeza, hoje recebe esse título mais do que merecido, que engrandece a população de todo o estado”, afirmou Cidade, coroando o trabalho de articulação de sua gestão.

Com a decisão, os dois monumentos tornam-se os primeiros bens culturais da região Norte a receber o status da Unesco. O resultado é fruto da atuação conjunta entre os governos do Amazonas e do Pará, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e os ministérios da Cultura e das Relações Exteriores.

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Identidade e valorização da cultura Alinhado à visão do governador sobre o peso histórico do momento, o secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Caio André Oliveira, destacou o orgulho e a responsabilidade gerada pelo marco.

“Hoje consolidamos o reconhecimento deste magnífico equipamento cultural, que há séculos está encravado no coração da floresta”. A representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, ressaltou que a inclusão na lista amplia a responsabilidade coletiva e que o título é um “ponto de partida”.

O sentimento foi compartilhado pela diretora do Teatro Amazonas, Elizabeth Cantanhede, que afirmou que o espaço “pertence ao povo do Amazonas e, hoje, ao mundo”. A programação, marcada pelo espetáculo cênico-musical “Sons do Amazonas”, reuniu diversas autoridades.

Estiveram presentes o prefeito de Manaus, Renato Magalhães Júnior; o presidente do Iphan, Deyvesson Gusmão; o diretor do Theatro da Paz, Edyr Augusto Proença; a diretora do departamento de patrimônio material e fiscalização (Depam), Elisa Taveira; e as superintendentes do Iphan, Beatriz Calheiro e Cristina Vasconcelos, além de representantes do Ministério das Relações Exteriores.

Celebração no estado vizinho O reconhecimento conjunto também será celebrado em Belém, com cerimônia prevista para o dia 6 de novembro.

Com a inserção na lista, o Brasil passa a contar com 26 sítios chancelados pela Unesco. Para a atual gestão estadual, o certificado transcende o aspecto arquitetônico: solidifica o Teatro Amazonas como patrimônio universal e carimba de forma permanente a passagem de Roberto Cidade pela administração do estado, deixando para as futuras gerações o orgulho da identidade amazônica reconhecida mundialmente.

Fotos: Gabi Vitim/Secom

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