Defesa comercial: Tatiana Prazeres aponta caminhos para evitar danos à indústria com acordos comerciais

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Fonte da notícia: Brasil 247 Brasil 247

247 – A Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), delineou, na quarta-feira (4) as diretrizes e conquistas recentes da política comercial brasileira, durante o Fórum de Diplomacia Industrial realizado na Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Em um discurso voltado à inserção internacional da economia e da indústria nacional, a secretária estruturou sua fala em três mensagens principais: a ampliação histórica da rede de acordos comerciais, a necessidade de modernização dos instrumentos de defesa comercial e a resiliência do setor produtivo brasileiro.

Ampliação Histórica de Acordos Comerciais – A primeira mensagem destacada por Prazeres focou nos avanços obtidos nos últimos três anos, período em que o Brasil, por meio do Mercosul, concluiu negociações com a União Europeia, a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e Singapura.

A secretária comemorou não apenas a conclusão, mas a rápida implementação dessas parcerias: O acordo com a União Europeia está sendo implementado provisoriamente desde 1º de maio.

Entre maio e setembro, as exportações brasileiras amparadas por este acordo cresceram 21% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Os benefícios se estendem à indústria de transformação, incluindo o aumento da exportação de produtos como transformadores elétricos e produtos químicos para o bloco europeu.

O acordo com Singapura entrou em vigor no dia 1º de agosto, abrindo portas para o sudeste asiático, região descrita como a mais dinâmica da economia global. O acordo com o EFTA começou a valer progressivamente no início de outubro e novembro para determinados países do bloco.

Prazeres ressaltou que esses acordos funcionam como uma via de mão dupla, favorecendo a competitividade da produção nacional ao facilitar o acesso a insumos, máquinas e equipamentos mais baratos e eficientes. Além disso, trazem segurança jurídica e previsibilidade, fatores cruciais para a atração de investimentos.

A secretária tranquilizou o setor produtivo ao afirmar que a abertura não representa uma ruptura abrupta, já que os acordos preveem cronogramas de desgravação tarifária de dez anos ou mais e preservam instrumentos de salvaguarda. Defesa Comercial Diante de um Cenário Desafiador – Na sua mensagem, a secretária enfatizou que a abertura de mercados precisa caminhar lado a lado com a eficácia dos instrumentos de defesa comercial.

Vive-se, segundo ela, um cenário internacional desafiador, marcado por tensões geopolíticas, escalada do protecionismo e pela instrumentalização da política comercial para fins não comerciais. Para garantir que a indústria brasileira não seja prejudicada por práticas desleais de comércio em meio a essas novas condições de competição, o Brasil necessita de ferramentas modernas e eficientes.

Prazeres celebrou a parceria técnica e o diálogo contínuo com a CNI, mencionando um acordo de cooperação focado na modernização da defesa comercial do país para atender tempestivamente às demandas da indústria. Resiliência e Quebra de Recordes – Encerrando seu discurso, Tatiana Prazeres exaltou a resiliência do comércio exterior e das lideranças industriais do Brasil.

Apesar das adversidades globais, o país registrou volumes recordes tanto de exportações quanto de importações no acumulado de janeiro a setembro deste ano. A mensagem final foi um apelo pelo equilíbrio: o Brasil não deve ser forçado a escolher entre buscar novas oportunidades via acordos comerciais e proteger sua indústria por meio da defesa comercial.

A combinação de ambas as agendas é essencial para impulsionar a competitividade, gerar empregos, aumentar a renda e promover o desenvolvimento industrial em sintonia com as obrigações internacionais.

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