O Vivo Satélite funciona só com céu aberto, celular compatível e plano elegível; mensagens, áudios e localização não descontam da franquia. A Vivo passou a conectar celulares comuns diretamente aos satélites da Starlink, da SpaceX, em lugares onde não há sinal de rede móvel.
O serviço, chamado Vivo Satélite, não exige antena nem aparelho especial e é gratuito por 12 meses para clientes pessoa física, segundo as informações da operadora publicadas pelo portal Baguete, que detalhou as regras do lançamento. A conexão, porém, não equivale a um 4G comum.
Ela libera mensagens, áudios, mapas e localização, mas bloqueia videochamadas e a navegação em sites, por limitações de tráfego do formato, de acordo com a mesma reportagem. A Vivo começou a comunicar o lançamento na segunda-feira, 26 de outubro, conforme o Showmetech e o Canaltech, que recebeu o aviso de elegibilidade numa conta pessoal.
Segundo o Baguete, o público inicial é de cerca de 50 milhões de clientes, entre consumidores e empresas. Entram linhas pós-pagas, Controle e Lite de planos elegíveis, além de pré-pagos com recarga acima de R$ 30, segundo o Baguete.
Nem toda linha dessas modalidades está incluída. A elegibilidade aparece no App Vivo, onde a operadora orienta o cliente a conferir a própria linha.
A gratuidade dura 12 meses para pessoa física e três meses para clientes empresariais, de acordo com o Baguete. Terminais M2M, usados em máquinas e sensores, ficam fora do benefício e terão pacotes próprios.
A operadora ainda não divulgou quanto vai cobrar depois do período promocional. A lista de usos liberados é curta e focada em comunicação:
Ficam de fora as videochamadas e a navegação livre na internet. Redes sociais também não aparecem entre os aplicativos liberados na lista divulgada pelo Canaltech.
O satélite só assume quando não há rede terrestre por perto. O serviço complementa o 4G e o 5G e não os substitui, segundo o Showmetech.
Dentro de casa ou em ambientes fechados, a conexão não é apresentada como solução. Para funcionar, o cliente precisa reunir quatro condições:
Cumpridas as exigências, a conexão é automática, segundo o Showmetech. A Vivo mantém uma consulta de modelos compatíveis no próprio site e orienta a checagem pelo aplicativo.
A Starlink opera uma constelação de milhares de satélites em órbita baixa, a cerca de 550 km de altitude, segundo o Baguete. Em junho de 2026, quase dois em cada três satélites ativos ao redor da Terra pertenciam à empresa de Elon Musk, como mostrou O Antagonista.
Até agora, quem queria a internet da Starlink em área remota precisava comprar o kit com antena e pagar assinatura, tema que O Antagonista abordou ao analisar se a Starlink vale a pena fora da cidade, com preço e velocidade em 2026. No Vivo Satélite, o próprio celular faz o papel de receptor, com um cardápio bem menor de aplicativos.
A Vivo soma 103,7 milhões de acessos móveis, com 38% de participação no segmento, segundo números citados pelo Baguete. Para quem vive ou trabalha em estradas, sítios e áreas rurais, a novidade serve sobretudo para não ficar sem comunicação.
O Antogonista